
A Rede de Postos Diamante (DRPX) divulgou uma nota pública nesta segunda-feira (10) negando qualquer vínculo com o Primeiro Comando da Capital (PCC), após o nome da empresa ser citado nas investigações da Operação Carbono Oculto 86. A ação, conduzida pela Polícia Civil do Piauí, apura um esquema de lavagem de dinheiro avaliado em cerca de R$ 5 bilhões, que teria beneficiado a facção criminosa.
O comunicado é assinado por Denis Alexandre Jotesso Villani, empresário paulista apontado pela polícia como sócio da rede e ligado a outras empresas do setor de combustíveis. Na nota, ele afirma que jamais manteve relação direta ou indireta com integrantes do PCC ou qualquer pessoa associada ao grupo.
Denis declarou ser “empresário idôneo, de reputação ilibada” e ressaltou não possuir antecedentes criminais. Ele sinalizou total colaboração com as autoridades e confiança de que, com o avanço das investigações, ficará comprovada a inexistência de envolvimento com os crimes investigados. Acrescentou ainda que está “comprometido com a verdade, a legalidade e o Estado Democrático de Direito”, repudiando especulações e alegações que, segundo ele, prejudicam sua imagem.
Operação Carbono Oculto 86

A operação, deflagrada na quarta-feira (5), revelou um amplo esquema de adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro que atingia empresas em três estados — Piauí, Maranhão e Tocantins. Ao todo, 49 postos foram interditados, entre eles 13 unidades que operavam sob a bandeira Diamante.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo criminoso teria criado empresas e fundos de investimento para mascarar a origem de valores ilícitos. Parte das operações financeiras ocorria por meio de fintechs e contratos falsos de compra e venda de combustíveis, movimentando recursos de forma a driblar as autoridades fiscais e bancárias.
As investigações incluem empresários e gestores do setor, entre eles o próprio Denis Alexandre, cujo nome aparece em documentos analisados pela polícia. A força-tarefa segue apurando o grau de participação de cada investigado e desvendando a estrutura financeira do grupo.
Postos interditados
No Piauí e Maranhão, dezenas de unidades ligadas à marca ou operando em associação com a rede foram fechadas durante a investigação. Em Teresina, 16 postos foram alvo de interdição em bairros como Fátima, Dirceu, Centro, Zoobotânico, Noivos, Itararé, Cidade Nova e outros. Unidades também foram fechadas em Parnaíba, Altos, Demerval Lobão, Lagoa do Piauí, Miguel Leão, Oeiras, Picos, Uruçuí, Canto do Buriti e Dom Inocêncio.
No Maranhão, os fechamentos ocorreram em Caxias, Peritoró, Alto Alegre do Maranhão, São Raimundo das Mangabeiras, Timon e São Luís.
A Polícia Civil mantém as apurações em andamento e deverá aprofundar a identificação de responsáveis e o mapeamento de fluxos financeiros da organização investigada.



