
O empresário Edvan Francisco de Moraes, encontrado morto dentro da própria residência no bairro Jacinta Andrade, na zona Norte de Teresina, possuía antecedentes criminais por receptação. A informação foi confirmada pelo delegado Natan Cardoso, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação do caso.
Edvan atuava no ramo de compra e venda de ouro e foi localizado sem vida no domingo (4), com disparos de arma de fogo na região da cabeça. O corpo estava sobre um sofá e foi encontrado pela filha da vítima, após familiares estranharem a ausência de contato desde o sábado (3).
Segundo o delegado, o histórico criminal do empresário está sendo analisado para verificar se há relação com o homicídio.
“A vítima era um indivíduo que trabalhava com a prática de venda de ouro, compra e venda de ouro. Já possuía passagens pelo sistema penitenciário, pelo delito de receptação. No entanto, tudo isso será apurado se esse envolvimento dele com esse tipo de delito tem relação com esse crime praticado em seu favor”, afirmou Natan Cardoso.
Durante a ação criminosa, a caminhonete do empresário foi levada e posteriormente localizada no bairro Pedra Mole, na zona Leste da capital. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.
As investigações iniciais indicam que o celular da vítima permaneceu no local e foi recolhido pela polícia para análise. Ainda não há confirmação se objetos de valor ou o ouro com o qual Edvan trabalhava foram subtraídos.
“O celular da vítima permaneceu no local, inclusive foi apreendido. No entanto, se foi subtraído materiais como ouro ou outros materiais, ainda vamos apurar depois das investigações”, disse o delegado.
Quanto à possibilidade de arrombamento, o DHPP aguarda o resultado da perícia técnica realizada no imóvel.
“Requisitamos a perícia de local de crime, a qual prontamente atendeu esse local. Somente com esse laudo poderemos afirmar se houve ou não arrombamento”, explicou Natan Cardoso.
A polícia informou que nenhuma linha de investigação está descartada, incluindo homicídio e latrocínio. Há ainda a suspeita de que um equipamento de monitoramento da residência possa ter sido retirado, informação que será confirmada ao longo das diligências.
O caso segue sob investigação do DHPP.


