
O diretor-geral do Campus Picos do Instituto Federal do Piauí (IFPI), Lourelinsol Soares de Sousa, foi afastado preventivamente do cargo por 90 dias após denúncias de suposto assédio moral. A medida foi oficializada por meio de uma portaria publicada na terça-feira (14) e permanecerá em vigor durante a apuração dos fatos, podendo ser prorrogada.
Segundo o IFPI, a decisão foi tomada após a instauração de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) pela Corregedoria da instituição, responsável por investigar a conduta do servidor. O afastamento tem caráter preventivo e busca garantir que as investigações ocorram sem interferências.
As denúncias apontam que Lourelinsol, que também atua como professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico no campus desde 2011 e ocupa a direção da unidade desde 2021, teria praticado supostos atos de assédio moral contra estudantes e servidoras, além de, conforme relatos encaminhados à Corregedoria, utilizar a posição de gestor para cometer as irregularidades.
Procurado, o diretor informou que seus advogados ainda terão acesso ao processo e que somente após analisar os autos deverá se manifestar oficialmente sobre o caso.
Em nota, o IFPI informou que repudia qualquer prática de assédio, importunação ou abuso decorrente de relações de poder e reforçou que essas condutas são incompatíveis com os princípios da instituição, que afirma prezar pela ética, respeito e segurança de estudantes, servidores e colaboradores.
A instituição também destacou o compromisso com o combate à naturalização de violências e abusos no ambiente acadêmico e orientou que estudantes e servidores que vivenciem situações semelhantes formalizem denúncias por meio da Ouvidoria ou procurem a equipe multidisciplinar dos campi para receber acolhimento e acompanhamento.
O caso segue sob investigação administrativa pela Corregedoria do IFPI.


