
A Polícia Civil do Piauí revelou os detalhes do plano que resultou na morte do comerciante de ouro Edivan Francisco de Moraes, assassinado no dia 3 de janeiro de 2026, em Teresina. Segundo as investigações, o crime foi cuidadosamente arquitetado para atrair a vítima por meio de uma falsa negociação comercial, criando um ambiente de confiança antes da emboscada.
De acordo com o Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), o principal articulador da ação manteve contato frequente com o comerciante, demonstrando interesse na compra de uma grande quantidade de ouro. A proposta envolvia cerca de 98 gramas do metal, avaliadas em aproximadamente R$ 40 mil. A insistência nas conversas e a aparência de uma negociação legítima levaram a vítima a aceitar o encontro presencial.
No dia marcado, o comerciante foi orientado passo a passo até o endereço indicado. Ao chegar ao local, foi surpreendido pelo grupo criminoso e executado. Após o homicídio, os suspeitos levaram joias de ouro que a vítima usava e um equipamento eletrônico que poderia armazenar imagens, numa tentativa de dificultar a investigação. A fuga foi realizada com o próprio veículo do empresário.
A polícia identificou que o crime contou com divisão de tarefas entre os envolvidos, incluindo monitoramento prévio da rotina da vítima, apoio logístico e execução direta da ação. O rastreamento do carro roubado, por meio do sistema de videomonitoramento inteligente da Secretaria de Segurança Pública, foi decisivo para reconstituir a rota de fuga e ligar os suspeitos ao latrocínio.
Com a elucidação do caso, a Polícia Civil deflagrou uma operação que resultou em prisões e buscas em Teresina, Altos e na cidade de Timon, no Maranhão. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e possíveis conexões com crimes semelhantes na região.



