
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu o inquérito que investigava a morte de Tainá da Silva Sousa, encontrada sem vida em 22 de julho, em um apartamento na zona Sul de Teresina. Inicialmente tratado como suicídio, o caso foi reclassificado como homicídio após investigações revelarem que a vítima foi morta por esganadura.
Herleson de Sousa, primo de Tainá, conhecido como “Coquinho”, é apontado como o principal suspeito e segue foragido. A delegada Nathália Figueiredo, responsável pelo caso, destacou que a morte ocorreu de forma cruel e que indícios apontam para um possível sentimento de ódio do suspeito em relação à vítima.
O exame de DNA confirmou a presença do suspeito no corpo de Tainá, reforçando a suspeita de homicídio. Além disso, a polícia constatou que comprimidos encontrados na boca da vítima foram usados na tentativa de simular um suicídio, mas não foram ingeridos.
A delegada explicou que Tainá não tinha conflitos com o primo e, inclusive, estava acolhendo Herleson em sua casa devido a ameaças que ele sofria na região onde morava. Segundo familiares, o suspeito tinha histórico de uso de drogas e envolvimento em roubos e furtos.
As investigações continuam, e a polícia reforça a importância de denúncias da população para localizar o suspeito. Caso a autoria seja confirmada, o crime poderá ser classificado como feminicídio.
A delegada reforça que, apesar do laço familiar, a investigação apontou um ato de extrema violência, e que a colaboração da população é essencial para a captura de Herleson de Sousa.



