Teresina segunda-feira, 22 junho, 2026

Defesa de Tatiana Medeiros pede Habeas Corpus da vereadora ao TSE

Vereadora Tatiane Medeiros (PSB)

A defesa da vereadora Tatiana Medeiros (PSB), de Teresina, ingressou com um pedido de habeas corpus no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar garantir a soltura imediata da parlamentar. Tatiana está presa desde o dia 3 de abril, investigada por suposto envolvimento com organizações criminosas e compra de votos nas eleições municipais de 2024.

De acordo com informações do PortalODia.com, o habeas corpus foi protocolado na última sexta-feira (2) e será analisado pelo ministro Kássio Nunes Marques. A expectativa é de que a decisão sobre a liberdade da vereadora seja proferida ainda nesta quarta-feira (7).

Atualmente afastada de suas funções na Câmara Municipal de Teresina, Tatiana foi presa durante operação da Polícia Federal e, posteriormente, teve a prisão preventiva mantida pela Justiça Eleitoral. Seus advogados solicitam, além da soltura, a substituição da prisão por medidas cautelares que a permitam responder ao processo em liberdade.

Operação Escudo Eleitoral e indiciamento

Tatiana Medeiros foi indiciada no âmbito da Operação Escudo Eleitoral, que apura o uso de recursos ilícitos no financiamento de campanhas políticas em Teresina. Além de peculato e prática de “rachadinha” — o desvio de parte dos salários de assessores — a parlamentar é acusada de outros três crimes relacionados à sua atuação no Legislativo.

A operação também investiga a ligação de agentes políticos com facções criminosas, o que tornou o caso ainda mais delicado. Mesmo afastada de suas funções públicas, Tatiana continua recebendo salário como vereadora, conforme decisão da Câmara Municipal.

Caso o pedido de habeas corpus seja aceito, a vereadora poderá deixar a prisão de forma imediata e responder às acusações sob medidas restritivas até o julgamento definitivo do caso. Entretanto, se o recurso for negado, Tatiana Medeiros continuará detida, conforme já defendido pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal (MPF), que se manifestaram pela manutenção da prisão preventiva.

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