Teresina quinta-feira, 26 fevereiro, 2026

Defesa Civil: pesquisa fortalece ações preventivas e de mitigação dos efeitos das secas e inundações no Piauí

A Secretaria da Defesa Civil (Sedec) ganhou mais um importante recurso para minimizar os efeitos de eventos naturais extremos no Piauí. O estudo das linhas d’água do Rio Parnaíba, apoiado pelo Ministério de Minas e Energia e realizado por uma consultoria especializada, vai ajudar a desenvolver planos reativos e preventivos para mitigar consequências de enchentes, secas ou fenômenos parecidos.

A pesquisa avaliou o comportamento do rio Parnaíba à jusante da usina hidrelétrica Boa Esperança, em Guadalupe. Foram mapeados os pontos com eventos mais relevantes de cheia e estiagem nos últimos anos, gerando dados inéditos. O resultado foi apresentado por engenheiros da empresa responsável durante o Seminário de Gestão de Risco, realizado em Teresina.

Na avaliação do diretor de prevenção e mitigação da Sedec, Werton Costa, o estudo favorece a criação de planos de ação eficientes pelos municípios. “Essa informação estratégica subsidia a tomada de decisão. Será um parâmetro por onde a Defesa Civil deve começar a fortalecer a política no município. É uma espécie de mapeamento de risco hidrológico, geológico e climático”, considera.

 

No plano estadual, os mapas produzidos pela consultoria estabelecem áreas de prioridade à jusante da barragem, no Médio e Baixo Parnaíba. “Serve tanto para elaboração de uma política reparativa para minimização das vulnerabilidades, como para políticas sustentáveis de convivência com o rio, de seu melhor aproveitamento, para reassentamento de comunidades ribeiras de forma segura”, acrescentou Werton.

Avanços na gestão de risco

A Defesa Civil do Piauí avançou em 2025 na consolidação de uma gestão de riscos mais estruturada, integrada e orientada à prevenção. A atuação da Sedec passou a priorizar ações antecipatórias, com planejamento, articulação institucional e foco na redução de vulnerabilidades, superando o modelo historicamente reativo diante de desastres.

Fonte: Sedec