
O corpo da jovem Juliana Marins, de 26 anos, que faleceu após cair de um penhasco durante uma trilha no vulcão Rinjani, na Indonésia, será submetido a uma nova autópsia assim que chegar ao Brasil, nesta terça-feira (1º). A informação foi confirmada pela Advocacia-Geral da União (AGU), que atendeu a um pedido feito pela Defensoria Pública da União (DPU), em nome da família da vítima.
A decisão de reavaliar as causas da morte surgiu após questionamentos sobre a certidão de óbito emitida pela Embaixada do Brasil em Jacarta, baseada em uma autópsia realizada por autoridades indonésias. O documento, segundo a AGU, não esclarece com precisão o momento da morte de Juliana, gerando incertezas para os familiares.
A AGU informou que a necrópsia deverá ocorrer no prazo máximo de seis horas após o desembarque do corpo em território nacional. O laudo feito na Indonésia aponta que Juliana morreu devido a um trauma contundente, com lesões internas e hemorragia.
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Juliana, natural de Niterói (RJ), estava em uma viagem solo pela Ásia desde fevereiro. O mochilão já havia passado por destinos como Filipinas, Tailândia e Vietnã, antes de chegar à Indonésia. Foi no país que ela decidiu encarar a trilha de três dias pelo monte Rinjani, acompanhada de um guia local e outros cinco turistas.
O acidente aconteceu no segundo dia de caminhada, quando Juliana se afastou do grupo durante uma pausa para descanso. O guia, que havia pedido que ela aguardasse em um ponto do percurso, retornou cerca de uma hora depois e constatou que a brasileira havia caído de um penhasco com mais de 300 metros de altura.
A localização do corpo foi possível graças a turistas que passavam pela trilha e utilizavam um drone, sendo eles os primeiros a avisar a família de Juliana sobre o ocorrido.
Agora, com a chegada do corpo ao Brasil, a família aguarda um laudo complementar que ajude a esclarecer os detalhes do que de fato aconteceu na trilha que culminou na morte da jovem aventureira.



