
A segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU) contará com 300 vagas para o cargo de analista do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), elevando o total de oportunidades do certame para 3.652 vagas, distribuídas entre 36 órgãos federais. A ampliação busca amenizar o grave déficit de servidores enfrentado pela autarquia, que perdeu quase metade de seu efetivo nos últimos 10 anos.
Entre 2014 e 2024, o INSS sofreu uma redução de 49% em seu quadro de pessoal, número muito acima da média do Executivo Federal, que foi de apenas 8%. A queda afeta principalmente o cargo de técnico do seguro social, que representa 70% da força de trabalho da instituição. Nesse período, o número de técnicos caiu de 23,3 mil para 13,6 mil.
Apesar da drástica redução de servidores concursados, houve um aumento expressivo no número de celetistas, profissionais contratados sem estabilidade, que passaram de 131 em 2014 para 482 em 2024 — um aumento de 268%.
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Outro ponto crítico é a manutenção de cargos obsoletos, como datilógrafos e ascensoristas, ainda ocupados por cerca de 3 mil pessoas, representando 15% da força de trabalho ativa do INSS, segundo dados do Painel Estatístico de Pessoal do governo federal.
A abertura de novas vagas ocorre em um momento delicado para o INSS, que está sob investigação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União por supostas fraudes em descontos indevidos aplicados sobre aposentadorias e pensões.
Cronograma do CNU 2025
De acordo com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, o edital do concurso será publicado em julho, com a aplicação das provas objetivas prevista para o dia 5 de outubro. Já as provas discursivas ocorrerão em 7 de dezembro.
Diferente da primeira edição, o CNU 2025 terá as provas aplicadas em duas datas distintas, com o objetivo de melhorar a organização e logística do certame. As avaliações ocorrerão em mais de 200 cidades brasileiras, facilitando o acesso de candidatos de todas as regiões do país.



