
Novas informações sobre o assassinato da influenciadora digital Adriana Oliveira, morta a tiros em Santa Luzia, Maranhão, em 15 de março, foram reveladas após o depoimento de uma testemunha, que relatou ter ouvido gritos e disparos de arma de fogo na residência da vítima. O crime chocou a cidade, e agora a Polícia Militar (PM) está coletando mais detalhes para esclarecer o caso.
De acordo com a testemunha, que se apresentou voluntariamente à polícia, na noite do crime foram ouvidos um disparo de arma seguido de uma voz feminina, possivelmente de Adriana, questionando: “Mas amor, por que tão fazendo isso comigo?”. Após alguns segundos, mais três tiros foram ouvidos, seguidos de uma voz masculina exclamando: “Ó meu Deus, ó meu Deus”.
Avanços na investigação
O capitão Lucas Protásio, da PM de Santa Luzia, confirmou o relato da testemunha e destacou a importância das novas informações para o andamento das investigações. O sogro de Adriana, Antônio do Zico, e seu marido, Valdiley Paixão Campos, estão presos sob suspeita de envolvimento no crime.
A polícia também investiga a participação de um terceiro suspeito. Imagens de câmeras de segurança mostraram um homem em uma moto preta nas proximidades da casa da influenciadora no dia do assassinato. Valdiley havia mencionado à polícia que um homem armado invadiu a residência e fugiu em uma moto, e as características descritas por ele coincidem com as do motociclista visto nas imagens.
Áudios revelam medo e desconfiança de Adriana Oliveira
Dias antes do crime, Adriana enviou áudios a pessoas próximas demonstrando medo e desconfiança após uma visita estranha de seu sogro à sua residência. Segundo a influenciadora, Antônio do Zico teria ido até sua casa acompanhado de um homem desconhecido para observar um caminhão estacionado nas proximidades. Adriana suspeitou que eles estivessem verificando se havia câmeras de segurança na residência.
“Ele [o sogro] parou lá perto do caminhão. Aí desceu um homem com ele. Eu pensei: ‘pronto, trouxe um capanga para me matar'”, disse Adriana em um dos áudios. Ela também mencionou que se trancou em casa após a visita.
Defesa dos acusados

O advogado de defesa de Antônio do Zico e Valdiley Paixão, Irandy Garcia, declarou que as acusações contra seus clientes são precipitadas e criticou o uso de vídeos falsos que circulam nas redes sociais, os quais, segundo ele, distorcem os fatos. A defesa reitera que ambos são inocentes e espera que os laudos periciais dos telefones apreendidos ajudem a esclarecer o caso.
Investigação em andamento
A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar quem efetuou os disparos que mataram Adriana e se há outras pessoas envolvidas no crime. O Disque Denúncia está disponível para quem tiver informações sobre o homem que aparece nas imagens de segurança.
Adriana Oliveira, de 27 anos, era uma influenciadora digital conhecida na região, e sua morte causou grande comoção em Santa Luzia.



