
A Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade, na noite de quarta-feira (1º), o projeto de lei do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil. A proposta, que agora segue para o Senado, também cria uma cobrança adicional para contribuintes com renda anual acima de R$ 600 mil.
Segundo o governo, a medida vai beneficiar mais de 20 milhões de brasileiros a partir de 2026, além de reduzir parcialmente o imposto para outros 6,5 milhões de contribuintes que ganham entre R$ 5 mil e R$ 7.350 por mês, com descontos progressivos.
Atualmente, a isenção do IR vale para quem recebe até R$ 3.036 mensais. Com a nova regra, um trabalhador que ganha R$ 3.650,66 poderá economizar cerca de R$ 1.058,72 por ano, enquanto uma professora com salário de R$ 4.867,77 terá redução de aproximadamente R$ 3.970,07 anuais.
A proposta também prevê um desconto mensal de R$ 312,89 para quem ganha até R$ 5 mil, garantindo isenção total, e de R$ 978,62 para a faixa entre R$ 5 mil e R$ 7.350.
Para compensar a desoneração, o projeto estabelece uma alíquota adicional de 10% sobre rendimentos superiores a R$ 600 mil anuais, que atinge apenas 0,13% dos contribuintes — cerca de 141 mil pessoas. Segundo o Ministério da Fazenda, esse grupo paga hoje, em média, apenas 2,5% de IR.
A aprovação contou com votos favoráveis até mesmo de partidos da oposição.



