
Um homem identificado apenas pelas iniciais I.L.B, de 41 anos, foi preso na manhã desta quarta-feira (30) em São Luís, capital do Maranhão. Ele é apontado como o principal suspeito de ter executado o jovem Kessio Jhone da Silva Santana a tiros, em um crime ocorrido no Residencial Dilma Rousseff, na zona Norte de Teresina, ainda em 2021.
Segundo o delegado Natan Cardoso, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) do Piauí, o suspeito conhecido pelo apelido de “Cachorrão”, seria membro da facção criminosa PCC. A vítima, por outro lado, estava em uma área considerada de domínio do grupo rival Bonde dos 40, o que pode ter motivado o ataque.
“Ele chegou até o local em que a vítima estava sentada com amigos e efetuou disparos ainda de dentro do carro. Neste momento, atingiu a vítima, desembarcou do veículo e efetuou novos disparos. O autor, conhecido como Cachorrão, fazia parte da facção criminosa, conhecida como PCC, e a vítima estava ali num local em que a facção Bonde dos 40 tem uma predominância. Em razão disso, segundo as investigações, o autor efetuou esses disparos. Não identificamos qualquer registro criminal existente em desfavor da vítima”, detalhou o delegado.
Ainda de acordo com as investigações, dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados ao investigado, com o objetivo de encontrar provas que reforcem o inquérito. A prisão de “Cachorrão” foi realizada graças a uma operação conjunta entre o DHPP do Piauí e a Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) da Polícia Civil do Maranhão.
As autoridades não divulgaram se o suspeito seguiu atuando no crime organizado após o homicídio, mas afirmaram que as diligências continuam para esclarecer possíveis vínculos com facções.



