
O ex-presidente Jair Bolsonaro, detido em uma unidade da Polícia Federal em Brasília, tem rejeitado as refeições servidas pela corporação e consumido apenas alimentos preparados por familiares e auxiliares próximos. Desde o início da prisão preventiva, Bolsonaro segue uma dieta simples e com restrição de gordura, composta por itens como pão com ovo e café com leite, conforme orientação médica.
Além da alimentação, os familiares também têm sido responsáveis por fornecer produtos de higiene pessoal, que passam por inspeção rigorosa antes de serem entregues ao ex-presidente.
A prisão preventiva de Bolsonaro foi mantida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), após decisão confirmada pela Primeira Turma. A medida havia sido decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, que converteu a prisão domiciliar em preventiva após considerar que houve violação da tornozeleira eletrônica. Segundo Bolsonaro, o equipamento foi danificado com um ferro de solda durante um “surto” provocado pelo uso de medicamentos, o que exigiu sua substituição.
O ex-presidente foi preso no próprio condomínio onde anteriormente cumpria prisão domiciliar. A detenção decretada no último sábado (21) não tem relação direta com a condenação de 27 anos e 3 meses pelo crime de tentativa de golpe de Estado, processo que ainda segue em fase de recursos. Somente após o fim dos prazos recursais o ministro Moraes deverá decidir sobre o início do cumprimento da pena definitiva.



