
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não estará presente na abertura do julgamento que ocorre nesta terça-feira (2) na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi confirmada por seu advogado, Celso Vilardi, que alegou problemas de saúde como motivo para a ausência.
Segundo a defesa, Bolsonaro sofre de crises frequentes de soluço acompanhadas de vômitos e segue tratamento médico para hipertensão e refluxo. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto e chegou a sair de casa em 16 de agosto para realizar exames clínicos.
Contexto do julgamento
O julgamento envolve Bolsonaro e sete outros réus, incluindo ex-ministros e auxiliares próximos, na ação penal que investiga a tentativa de golpe de Estado relacionada aos atos de 8 de janeiro de 2023. O caso entra em uma fase decisiva após a coleta de provas e depoimentos.
A sessão de hoje será aberta pelo presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, que fará a chamada do processo. Em seguida, o relator ministro Alexandre de Moraes apresentará o relatório resumindo todas as etapas do caso, desde a investigação até as alegações finais.
Após a leitura do relatório, a Procuradoria-Geral da República fará a sustentação da acusação, com o procurador Paulo Gonet tendo até duas horas para expor os argumentos. Em seguida, as defesas dos réus terão até uma hora para apresentar suas considerações. A sessão será interrompida para almoço e retomada à tarde.
Cronograma das próximas sessões
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2 de setembro – 9h e 14h
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3 de setembro – 9h
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9 de setembro – 9h e 14h
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10 de setembro – 9h
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12 de setembro – 9h e 14h
Além de Jair Bolsonaro, são réus:
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Alexandre Ramagem, ex-diretor da ABIN;
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Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
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Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
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Augusto Heleno, ex-ministro do GSI;
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Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
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Walter Braga Netto, ex-ministro e candidato a vice em 2022;
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Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente.
O julgamento tem atenção nacional e internacional, dada a relevância política do caso e a participação de figuras de destaque do governo anterior.


