Caixa identificou execução física de 0% dos serviços, enquanto a fiscalização municipal havia informado 68,77%; destino de R$ 174,9 mil também é apurado.

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para investigar possíveis irregularidades na execução de uma obra de adequação de estradas vicinais em Prata do Piauí. O empreendimento tem recursos de R$ 174.933,34, e a apuração busca esclarecer divergências nos percentuais de execução e a destinação do dinheiro público.
A investigação foi instaurada na quinta-feira (8), por meio de documento assinado pelo procurador da República Patricio Noe da Fonseca. A obra foi contratada durante a gestão do prefeito Acelino Mendes (PSD).
De acordo com o documento, a Caixa Econômica Federal realizou uma vistoria em 11 de abril deste ano e constatou que a execução física dos serviços estava em 0%. O resultado diverge das informações apresentadas pela fiscalização municipal, que havia atestado a conclusão de 68,77% da obra.
Diante da inconsistência, a Caixa identificou a possibilidade de prejuízo aos cofres públicos e iniciou uma Tomada de Contas Especial, procedimento destinado a apurar responsabilidades e eventuais danos ao erário.
Outro ponto investigado é a destinação dos R$ 174.933,34 desbloqueados para a obra em 30 de outubro de 2025. Segundo o MPF, até a abertura do inquérito, não havia sido apresentada a prestação de contas referente ao recurso.
O documento também informa que a Prefeitura de Prata do Piauí e a empresa contratada não responderam às solicitações de informações encaminhadas pelo Ministério Público Federal, mesmo após novas tentativas de contato.
O inquérito pretende esclarecer se houve irregularidades na execução dos serviços, prejuízo aos cofres públicos federais e eventual prática de improbidade administrativa, além de identificar possíveis responsáveis.



