
Segundo Bruno, os médicos identificaram novos sinais da doença em 23 de setembro. Atualmente, duas alternativas estão sendo avaliadas: um segundo transplante de medula óssea ou a terapia CAR-T Cell, que utiliza células de defesa do próprio paciente modificadas em laboratório para combater as células cancerosas.
O prefeito enfrenta a leucemia desde outubro de 2024 e relatou ter passado por complicações graves durante o tratamento. De acordo com ele, em 2025 permaneceu oito meses acamado, seis deles em hospitais. Nesse período, precisou retirar o baço e o estômago e chegou a correr risco de amputação das pernas.
Em maio de 2025, Bruno foi submetido a um transplante de medula óssea, com células doadas pelo irmão mais novo. Após alguns meses de estabilidade, a doença voltou a apresentar sinais em setembro daquele ano, com comprometimento do sistema nervoso central. O gestor relatou ainda novos episódios de recaída até a identificação do quadro mais recente.
Tratamentos em avaliação
Uma das possibilidades discutidas pela equipe médica é a realização de um segundo transplante de medula óssea. Segundo o prefeito, outro irmão ou seu filho, de 13 anos, poderá ser avaliado como possível doador. Os exames de compatibilidade do adolescente já foram realizados, e o resultado deve sair em aproximadamente 15 dias úteis.
Bruno explicou que o procedimento exigiria uma permanência de cerca de seis meses em São Paulo e seria mais intenso. A outra alternativa é a terapia CAR-T Cell, que envolve a coleta de células de defesa do paciente, sua modificação em laboratório para reconhecer e atacar as células cancerosas e a posterior aplicação no organismo.
De acordo com o prefeito, a terapia tem custo estimado em R$ 3 milhões e eficácia de 82%. O percentual foi informado por ele nas redes sociais, sem indicação de um estudo específico.
Prefeito pede autorização ao plano de saúde
Bruno afirmou que não pretende realizar uma campanha de arrecadação financeira, mas busca a cobertura do tratamento pelo plano de saúde. Segundo ele, as negociações com a operadora começaram na sexta-feira (9), e uma nova etapa está prevista para terça-feira (13).
O prefeito declarou que pretende recorrer à Justiça caso o pedido seja negado, mas demonstrou preocupação com o tempo necessário para uma decisão judicial.
“Eu quero uma manifestação, eu quero uma onda para que a gente consiga sensibilizar o plano de saúde e ele não negue esse tratamento para mim”, afirmou.
O gestor também pediu que os seguidores interajam com a publicação nas redes sociais para ampliar a mobilização em favor da autorização. Enquanto aguarda a definição sobre o tratamento, Bruno informou que deverá continuar realizando ciclos de imunoterapia.
A liberação do procedimento pelo plano de saúde é, neste momento, um dos principais passos para que o prefeito possa dar continuidade ao tratamento contra a doença.


