
O Piauí caiu para a terceira posição no ranking dos maiores produtores de mel do Brasil em 2025, segundo dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estado produziu 8.560 toneladas de mel no ano passado.
A queda ocorre após o Piauí registrar dois anos consecutivos de redução na produção. Em 2024, o recuo foi de 2,5% e, em 2025, de 0,63%. O estado havia alcançado o maior volume da série em 2023, com 8.829,8 toneladas, quando ocupava a segunda posição nacional.
Em 2025, o Rio Grande do Sul assumiu a liderança após registrar crescimento de 36,7%, chegando a 10.935,5 toneladas. O Paraná também superou o Piauí, com produção de 10.707,5 toneladas e alta de 7,1%.
Produção nacional
A produção brasileira de mel chegou a 71.329 toneladas em 2025, aumento de 4,5% em relação ao ano anterior. Rio Grande do Sul, Paraná, Piauí e Minas Gerais concentraram 52,15% da produção nacional.
Em participação no total produzido no país, o Rio Grande do Sul respondeu por 15,33%, seguido pelo Paraná, com 15,01%, Piauí, com 12%, e Minas Gerais, com 9,81%.
Em valor, a produção brasileira de mel alcançou R$ 1,2 bilhão. O Paraná registrou R$ 217,7 milhões, o Rio Grande do Sul R$ 156,6 milhões e o Piauí R$ 116,8 milhões.
Municípios piauienses entre os maiores produtores
Apesar da queda estadual, o Piauí mantém dois municípios entre os dez maiores produtores de mel do Brasil.
São Raimundo Nonato aparece na quarta posição nacional, com 897,4 toneladas produzidas em 2025. Picos ocupa a décima colocação, com 724 toneladas.
No ranking nacional, os três municípios com maior produção foram Santa Luzia do Paruá (MA), com 1.358 toneladas, Arapoti (PR), com 1.125 toneladas, e Boa Esperança do Sul (SP), com 1.000 toneladas.
No Piauí, a produção de mel foi registrada em 146 municípios, o equivalente a 65,17% dos municípios do estado. Os dez maiores produtores piauienses responderam por 47,1% da produção estadual.
São Raimundo Nonato concentrou 10,5% da produção de mel do estado, seguido por Picos, com 8,5%, Simplício Mendes, com 6%, e Conceição do Canindé, com 5,5%.
Em valor da produção, São Raimundo Nonato registrou R$ 12,4 milhões, Picos R$ 8,9 milhões, Simplício Mendes R$ 6,9 milhões e Conceição do Canindé R$ 6,5 milhões.



