
Jairo Silva Santana foi condenado a 13 anos de prisão pelo homicídio qualificado de Maria Jaqueliny Mendes e Silva e pela ocultação do cadáver da vítima. A sentença foi proferida na quinta-feira (10), pela 2ª Vara do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Teresina.
O crime aconteceu em 2015, mas o corpo de Maria Jaqueliny só foi localizado aproximadamente seis anos depois, em 2021, no quintal de uma residência na Zona Norte da capital.
De acordo com o processo, Jairo matou a companheira por motivo considerado fútil e enterrou o corpo em uma cova com cerca de dois metros de profundidade, no imóvel onde os dois moravam.
Ainda segundo os autos, após o crime, o condenado teria tentado esconder o paradeiro da vítima. Ele teria enviado mensagens para pessoas próximas a Maria Jaqueliny se passando por ela e informado que ela havia deixado o Piauí.
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a existência dos dois crimes. Os jurados também aceitaram a qualificadora do motivo fútil e rejeitaram as teses apresentadas pela defesa.
Pena e prisão
A condenação estabeleceu 12 anos de reclusão pelo homicídio e mais um ano pela ocultação de cadáver. O cumprimento da pena deverá começar em regime fechado.
A Justiça também determinou que Jairo pague R$ 100 mil à família da vítima como reparação pelos danos causados.
Após a sentença, a juíza Maria Zilnar Coutinho Leal decretou a prisão preventiva do condenado, determinou a expedição do mandado de prisão e autorizou o início imediato do cumprimento da pena.



