Uma mulher que atua no segmento de estética foi presa preventivamente na manhã desta quinta-feira (10), em Teresina, durante uma operação da Polícia Civil que apura a comercialização, armazenamento e distribuição irregular de medicamentos e substâncias injetáveis. A investigada não teve o nome divulgado.
A ação foi coordenada pela Delegacia Especializada de Crimes Contra a Ordem Tributária, Econômica e Contra as Relações de Consumo (DECCOTERC). Segundo a Polícia Civil, os produtos investigados não apresentavam comprovação regular de procedência, rastreabilidade ou adequação às normas sanitárias.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os policiais localizaram grande quantidade de frascos, ampolas, insumos e outras substâncias injetáveis. Entre os produtos havia rótulos com nomes como tirzepatida, retatrutida, ácido poli-L-láctico (PLLA), GHK-Cu e combinações de peptídeos. Parte do material indicava uso subcutâneo ou finalidade estética.
Os produtos apreendidos serão submetidos a análises para verificar composição, autenticidade, origem e regularidade sanitária. A Polícia Civil também apura a possibilidade de adulteração ou falsificação dos materiais.
A investigada já havia sido alvo de uma etapa anterior da apuração, quando foram apreendidos medicamentos, insumos, seringas, ampolas, embalagens e etiquetas produzidas em gráfica para acondicionamento e identificação dos produtos.
Companheiro é autuado
Durante as buscas realizadas nesta quinta-feira, os policiais também encontraram uma arma de fogo mantida de forma irregular e frascos com uma substância conhecida como “lança-perfume”.
O companheiro da investigada foi conduzido à unidade policial e, conforme a Polícia Civil, será autuado em flagrante por posse irregular de arma de fogo e tráfico de drogas. A substância apreendida ainda será submetida a exame pericial.
Investigação continua
A Polícia Civil informou que a apuração continua com perícias nos materiais recolhidos e análise de dispositivos eletrônicos. O objetivo é identificar a origem das substâncias, verificar como os produtos eram comercializados e apurar a participação de possíveis fornecedores, compradores e outras pessoas envolvidas.
A prisão preventiva e os mandados de busca e apreensão foram autorizados pela Justiça.



