
O corpo da estudante Bruna da Silva Loiola, de 17 anos, foi sepultado na manhã desta quarta-feira (2), no povoado Buriti Redondo, na zona rural de Água Doce do Maranhão. A adolescente foi morta com 21 golpes de faca na tarde de segunda-feira (31), após sair mais cedo da escola para ir a um salão de beleza.
O cortejo saiu da residência de uma das avós da jovem, onde ocorreu o velório, com destino ao cemitério da comunidade. Familiares, amigos e colegas de escola acompanharam o sepultamento. O pai e o irmão de Bruna, que estavam no Mato Grosso, chegaram ao Maranhão na noite de terça-feira (1º) para acompanhar a família.
Um adolescente de 17 anos foi apreendido minutos após o crime e é apontado como suspeito do assassinato. Ele foi levado para a Delegacia Regional de Barreirinhas, onde prestou depoimento, mas permaneceu em silêncio.
Nesta quarta-feira, o adolescente deve participar de uma audiência de apresentação no Ministério Público. Após o procedimento, a previsão é que ele seja encaminhado para uma unidade socioeducativa em São Luís.
Como ocorreu o crime
Bruna estudava no Centro de Ensino Vereadora Neide Costa, localizado no povoado Cana Brava. Segundo as informações apuradas, por volta das 14h30 de segunda-feira, ela pediu autorização para deixar a escola antes do término das aulas porque tinha um horário marcado em um salão de beleza próximo à unidade.
Durante o trajeto, a estudante teria encontrado o adolescente suspeito. Segundo a Polícia Militar, os dois teriam discutido e, em seguida, Bruna foi atacada.
A adolescente sofreu 21 golpes de faca. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
Familiares da vítima, entretanto, apresentaram uma versão diferente e negaram que tivesse ocorrido uma discussão entre os dois. Conforme relatos repassados à TV Mirante, o adolescente teria se aproximado de Bruna após a motocicleta em que estava apresentar um problema. Ainda segundo essa versão, ele teria utilizado uma balestra antes de atacá-la com uma faca. As circunstâncias ainda serão esclarecidas pela investigação.
Materiais foram apreendidos
Após o crime, policiais do 2º Batalhão de Polícia Militar de Turismo (BPTur) localizaram e apreenderam o adolescente.
Com ele, foram encontrados uma balestra, dardos, uma faca e outros objetos que foram inicialmente identificados como possíveis artefatos explosivos e coquetéis molotov. O material deverá passar por perícia para confirmar a composição e o potencial de risco.
Segundo informações divulgadas pela investigação, o adolescente teria afirmado que alguns dos objetos eram de fabricação caseira e que teria aprendido a produzi-los pela internet.
Polícia investiga possível ataque contra escola
A motivação para o assassinato ainda não foi confirmada. Uma das linhas de investigação considera a possibilidade de que o adolescente estivesse planejando um ataque contra a escola onde estudava, após supostos episódios de bullying.
A Polícia Civil deverá ouvir testemunhas para esclarecer a dinâmica do crime, a relação entre os dois adolescentes e o que teria motivado o ataque.
Entre as pessoas que devem prestar depoimento está o porteiro da escola, que teria autorizado a saída antecipada de Bruna no dia do crime.
A investigação continua para esclarecer as circunstâncias da morte da estudante e verificar se havia algum planejamento anterior relacionado ao ataque.



