Teresina quinta-feira, 20 agosto, 2026

PF investiga desvio de mais de 20 toneladas de livros didáticos no Piauí e Maranhão

Dois mandados de prisão preventiva e um de prisão temporária foram expedidos pela Justiça
Imagem: Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (20), a Operação Libricida, que investiga o desvio de livros didáticos destinados a escolas públicas do Piauí e do Maranhão. A ação apura a subtração de mais de 20 toneladas de materiais do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).

Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nos municípios de Timon e Matões, no Maranhão. As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Piauí.

Segundo a Polícia Federal, os livros eram transportados a partir de um centro de distribuição localizado em Teresina com destino a escolas públicas do interior dos dois estados. As investigações apontam que as cargas teriam sido desviadas durante o trajeto.

Desvio e falsificação de comprovantes

Conforme a PF, os investigados supostamente alteravam as rotas dos veículos e deixavam de entregar os materiais nas escolas previstas. Para ocultar o desvio, seriam apresentados comprovantes de entrega com assinaturas falsificadas, dando a aparência de que os livros haviam sido recebidos pelas unidades de ensino.

As apurações identificaram, até o momento, o desaparecimento de mais de 20 toneladas de livros nas cargas que possuíam manifesto de carregamento detalhado. A Polícia Federal informou que também existem indícios de outros extravios.

Uma das linhas investigadas é a possibilidade de que parte dos livros tenha sido destinada à venda para reciclagem de papel. A hipótese ainda é apurada pelos investigadores.

Durante a operação, a PF também cumpriu um mandado de prisão relacionado a uma condenação definitiva por tráfico de drogas contra uma das pessoas investigadas.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de furto qualificado mediante fraude e concurso de pessoas e falsificação de documento particular, segundo a Polícia Federal.

Fonte: Polícia Federal (PF). Confira a íntegra da nota da Polícia Federal