Teresina quinta-feira, 20 agosto, 2026

Líder de grupo suspeito de clonar WhatsApp e invadir contas bancárias é preso em Teresina

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Foto: Reprodução

Lívio Fernando de Oliveira Sousa, apontado pela Polícia Civil como líder da organização, estava foragido desde a primeira fase da Operação Chip Falso. A investigação estima prejuízo de pelo menos R$ 500 mil.

Lívio Fernando de Oliveira Sousa, apontado pela Polícia Civil como líder de um grupo investigado por fraudes eletrônicas, foi preso na manhã desta quinta-feira (20), em Teresina. A captura ocorreu durante a segunda fase da Operação Chip Falso, que investiga um esquema de clonagem de números de telefone, invasão de contas bancárias e aplicação de golpes por meio do WhatsApp.

O suspeito foi localizado em uma residência no bairro Três Andares, na Zona Sul da capital. Segundo o delegado Humberto Mácola, do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), Lívio estava foragido desde a primeira fase da operação, deflagrada em 15 de julho.

Nesta quinta-feira, foram cumpridos 32 mandados judiciais, entre prisões temporárias e buscas e apreensões. Ao todo, seis pessoas foram presas, e outras 16 ainda são procuradas pela polícia.

Segundo as investigações, Lívio seria responsável por recrutar pessoas e obter dados biométricos utilizados para viabilizar fraudes junto a operadoras de telefonia. O grupo teria continuado as atividades mesmo após a identificação do primeiro imóvel utilizado no esquema, mudando-se para outro endereço.

Como funcionava o golpe

A organização utilizava a fraude conhecida como SIM Swap, que consiste na transferência indevida do número de telefone de uma vítima para um chip controlado pelos criminosos.

Com o domínio da linha telefônica, os suspeitos conseguiam receber códigos de autenticação enviados por SMS e, a partir disso, acessar serviços vinculados ao número.

De acordo com a Polícia Civil, entre as práticas investigadas estão:

  • clonagem de contas do WhatsApp;
  • invasão de contas bancárias;
  • transferências financeiras não autorizadas;
  • compras com cartões das vítimas;
  • utilização dos perfis para aplicar golpes, como falso parente e falso advogado.

A investigação aponta que o grupo fez vítimas em diferentes estados brasileiros. Foram identificadas pessoas prejudicadas em São Paulo, Maranhão, Pernambuco, Bahia, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Minas Gerais.

A polícia estima que o esquema tenha provocado pelo menos R$ 500 mil em prejuízos, mas o valor pode aumentar conforme novas vítimas sejam identificadas e ouvidas.

Líder estava foragido

Lívio estava entre os cinco investigados que não haviam sido localizados na primeira fase da Operação Chip Falso. Segundo o delegado, ele não reagiu durante a abordagem policial.

A Polícia Civil informou ainda que o suspeito já havia sido baleado em outra ocorrência no início deste ano e que possui confissão relacionada a outro procedimento. Ele deverá ser interrogado para contribuir com o avanço das investigações.

Polícia alerta para perda de sinal

A Polícia Civil orienta que usuários fiquem atentos à perda repentina e prolongada do sinal do celular, principalmente quando ocorre sem explicação aparente.

A situação pode indicar que houve uma troca indevida do chip. Nesses casos, a recomendação é entrar imediatamente em contato com a operadora para verificar se alguma alteração foi realizada na linha.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos e esclarecer toda a estrutura utilizada pelo grupo.