
Um homem identificado como Gutemberg Pereira da Silva, conhecido pelos apelidos de “Magrão” e “Gugu”, foi executado a tiros na madrugada desta quinta-feira (16), dentro de uma residência no bairro Porto Alegre, zona Sul de Teresina. Segundo a Polícia Civil, a vítima foi atingida por cerca de 17 disparos de arma de fogo após tentar se esconder no banheiro do imóvel.
De acordo com o delegado Danúbio Dias, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o crime aconteceu por volta das 3h30. As investigações apontam que aproximadamente cinco homens encapuzados participaram da ação.
Conforme o relato inicial colhido pela polícia, os suspeitos foram primeiro até a residência do pai de Gutemberg, onde renderam o idoso e o obrigaram a indicar o endereço onde o filho estava. Em seguida, o grupo seguiu até o outro imóvel, que fica próximo, e invadiu a residência.
No local, os criminosos teriam rendido todos os moradores, incluindo mulheres e crianças. Ao perceber a invasão, Gutemberg tentou fugir e se escondeu no banheiro, mas foi localizado pelos suspeitos.
“Eles foram até o banheiro e efetuaram pelo menos 17 disparos de arma de fogo. A vítima morreu ainda no local devido à quantidade de tiros”, informou o delegado Danúbio Dias.
Após a execução, os criminosos fugiram e, até a publicação desta reportagem, nenhum suspeito havia sido preso. O caso está sendo investigado pelo DHPP, que trabalha para identificar e localizar os envolvidos.
Antecedentes criminais
Segundo a Polícia Civil, Gutemberg possuía um histórico de investigações e respondia a diversos procedimentos policiais. Ao todo, eram cerca de 16 registros, envolvendo suspeitas de crimes como homicídio, tráfico de drogas, roubos, receptação, ameaça, lesão corporal e posse irregular de arma de fogo.
A vítima havia deixado o sistema prisional no último dia 3 de julho. Entre os casos em que foi investigado está o assassinato do adolescente Bartolomeu Gabriel Gomes, de 17 anos, ocorrido em 2024.
Segundo as investigações, Gutemberg chegou a admitir participação no crime e afirmou integrar uma facção criminosa. A polícia não descarta que a execução tenha relação com a trajetória criminal da vítima ou disputas entre grupos criminosos.
A perícia esteve no local e o corpo foi removido pelo Instituto de Medicina Legal (IML). A motivação do homicídio ainda será esclarecida pelas autoridades.


