Teresina sexta-feira, 29 maio, 2026

Suspeito de gravar e vender vídeos íntimos sem consentimento é preso em operação em Teresi

 

Pessoa mexendo na tela do celular
Foto: Reprodução/Internet

Um homem identificado pelas iniciais J. C. da S. foi preso preventivamente na manhã desta sexta-feira (29), durante a Operação Lente Oculta, suspeito de gravar, armazenar e comercializar vídeos de relações sexuais sem o consentimento das vítimas. A ação foi realizada pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), na região da Santa Maria da Codipi, Zona Norte de Teresina.

De acordo com a Polícia Civil do Piauí, os vídeos eram vendidos por meio de um aplicativo de mensagens pelo valor de R$ 75. As investigações apontam que o suspeito utilizava perfis automatizados, conhecidos como “bots”, para divulgar e comercializar o material íntimo.

Segundo o DRCC, os registros foram feitos ao longo de mais de 10 anos e algumas das vítimas eram menores de idade na época das gravações. Ainda conforme a investigação, o suspeito também utilizava fotos atuais das mulheres retiradas de perfis públicos nas redes sociais para expor as vítimas junto aos vídeos compartilhados nos grupos do aplicativo.

A polícia informou que, mesmo após algumas contas terem sido derrubadas pela plataforma, novos links eram criados para continuar a comercialização clandestina do conteúdo.

Durante o cumprimento dos mandados de prisão preventiva e busca e apreensão, os policiais encontraram diversas caixas com garrafas vazias de bebidas alcoólicas, além de lacres e tampas. O material foi apreendido após suspeitas de possível falsificação das bebidas.

“A gente percebeu uma grande quantidade de bebidas que aparentemente podem ser falsas, bebidas vazias, denotando que seria uma falsificação”, afirmou o delegado Humberto Mácola, coordenador do DRCC.

As primeiras denúncias foram registradas no último dia 21 de maio, quando algumas vítimas procuraram espontaneamente a delegacia especializada após descobrirem a existência dos vídeos em grupos do aplicativo. A partir disso, outras mulheres também decidiram denunciar o caso.

Segundo a Polícia Civil, as vítimas eram submetidas a uma exposição contínua, além de situações de humilhação e revitimização.

O DRCC alertou que tanto a divulgação quanto a aquisição de conteúdo íntimo sem autorização configuram crimes graves. O departamento orienta que possíveis outras vítimas procurem imediatamente a delegacia especializada e preservem provas digitais, como links, capturas de tela e relatórios técnicos, para auxiliar nas investigações.

A operação segue em andamento e a polícia não descarta a existência de novas vítimas.