
Professores e auxiliares da rede particular de ensino de Teresina realizaram, na manhã desta segunda-feira (25), uma paralisação em defesa de reajuste salarial, valorização profissional e melhores condições de trabalho. O movimento foi organizado pelo Sindicato dos Professores e Auxiliares da Administração Escolar do Estado do Piauí (Sinpro-PI).
A concentração aconteceu no cruzamento das avenidas Raul Lopes e Jóquei Clube, na Zona Leste da capital, reunindo cerca de 50 professores, auxiliares administrativos e representantes sindicais.
Segundo o presidente do Sinpro-PI, Jurandir Soares, a categoria enfrenta perdas salariais acumuladas desde 2020 e denuncia sobrecarga de trabalho, principalmente entre profissionais da educação infantil e ensino fundamental.
“Há uma sobrecarga extraclasse dos professores, principalmente no ensino infantil e fundamental, e uma defasagem salarial que acumula desde 2020. São perdas em torno de 5% para o ensino básico e 10% para o ensino superior”, afirmou o sindicalista.
De acordo com o sindicato, os profissionais do ensino superior da rede privada acumulam defasagem superior a 10%, enquanto trabalhadores da educação básica enfrentam perdas acima de 5% no mesmo período.
Entre as principais reivindicações da categoria estão reajuste salarial acima da inflação, manutenção de um piso salarial considerado digno, retorno da bolsa de estudos integral para professores e auxiliares, melhoria da gratificação por qualificação, retomada do adicional por tempo de serviço e pagamento de hora-atividade extraclasse.
O Sinpro-PI informou ainda que as negociações com o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Piauí (Sinepe-PI) acontecem desde fevereiro, mas, segundo a entidade, ainda não houve avanço nas propostas apresentadas. Uma nova rodada de negociação está prevista para o dia 2 de junho.
Jurandir Soares pediu compreensão das famílias e dos estudantes diante do movimento e afirmou que novas paralisações podem ocorrer ao longo da semana caso não haja acordo com o setor patronal.
Com informações de: MeioNews e g1 Piauí.



