Teresina quinta-feira, 4 junho, 2026

Saiba quem é a estudante de Direito presa durante operação do DRACO contra o tráfico de drogas na zona Sul de Teresina

A estudante de Direito Joyce Karla Lima foi presa na manhã desta quarta-feira (7) durante uma operação policial realizada no bairro Dagmar Mazza, na zona Sul de Teresina. A ação resultou na detenção de cinco pessoas e ocorreu em um imóvel ligado a P.A., conhecido como “Pompom”, apontado como integrante de uma facção criminosa e que já se encontra custodiado no sistema penitenciário.

Segundo a Polícia Civil, Joyce era uma das responsáveis por cuidar da residência utilizada pelo investigado. Durante a abordagem, ela se identificou como acadêmica de Direito e, conforme informou o delegado Charles Pessoa, será autuada pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Ainda de acordo com a autoridade policial, a estudante é investigada por vínculo com a facção Bonde dos 40 e tinha pleno conhecimento das implicações legais do envolvimento com atividades criminosas.

A prisão ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, executado de forma conjunta pela Polícia Civil e pela Polícia Militar, dentro das ações do programa Pacto pela Ordem. No local, os policiais encontraram drogas armazenadas em uma mala, localizada no quarto de um casal. A quantidade de entorpecentes apreendida não foi divulgada.

A Secretaria de Segurança Pública do Piauí informou que todos os detidos na operação são investigados por ligação com organização criminosa. No caso específico de Joyce Karla, a Polícia Civil destacou que o grau de participação dela nos esquemas ainda está sendo apurado, e que as investigações seguem em andamento para esclarecer a atuação individual de cada suspeito.

Joyce Karla Lima já havia sido mencionada anteriormente em um processo judicial de grande repercussão, no qual atuou como vítima. Em 2024, um homem foi condenado a 11 anos de prisão por perseguição, ameaças e divulgação de imagens íntimas da estudante sem consentimento, mesmo após a concessão de medida protetiva. O caso foi enquadrado na Lei Maria da Penha e no Código Penal.

A polícia segue com as investigações para aprofundar o combate à atuação de facções criminosas na capital.

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