Teresina sexta-feira, 5 junho, 2026

Novas revelações expõem brutalidade no homicídio de jovem pernambucana após marcar programa em Teresina

A investigação sobre a morte de Emilly Yasmyn Silva Oliveira, de 24 anos, avança com novos elementos revelados pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP). A jovem, natural de Petrolina (PE), havia desaparecido no dia 30 de novembro e foi encontrada dias depois, carbonizada, em uma área de mata na Estrada da Alegria, zona Sul de Teresina. Dois homens, identificados como Hilton Carvalho e Carlos Roberto, tiveram a prisão decretada e admitiram envolvimento no crime.

A confirmação oficial da identidade ainda depende de exames periciais, mas o pai de Emilly, Charles Oliveira, já está na capital piauiense para fornecer material genético. Em entrevista, ele definiu o assassinato como “covarde” e afirmou que sua prioridade é garantir justiça e um enterro digno para a filha, a quem descreveu como uma pessoa de caráter e determinação. O DHPP estima que o corpo possa ser liberado em até dez dias.

Segundo a polícia, Emilly foi vista pela última vez após aceitar um programa no valor de R$ 1.500 com um dos suspeitos. A investigação aponta que o homem tentou pagar apenas R$ 500, o que teria provocado uma discussão que terminou em estrangulamento. Depois do crime, os suspeitos ocultaram o corpo em uma área de mata e atearam fogo na tentativa de destruir evidências. A polícia apura se ambos participaram tanto do assassinato quanto da queima do corpo.

Um motorista por aplicativo foi peça-chave na reconstrução dos últimos momentos da jovem. Ele relatou que buscou Emilly no bairro Dirceu e a levaria ao Centro, onde ela estava hospedada, quando ela recebeu novo chamado para a zona Sul. O motorista afirmou ter alertado a jovem sobre o risco da região, mas ela optou por seguir ao encontro. No local, percebeu que os homens que a aguardavam não tinham dinheiro nem para pagar a corrida, o que reforça a linha investigativa de que ela foi enganada.

Após localizarem o proprietário da residência onde o encontro ocorreu, os investigadores chegaram ao segundo suspeito, que acabou confessando o estrangulamento. Ele relatou ter imobilizado a vítima com um “mata-leão” e depois usado um fio de cobre para completar o crime. Em depoimento, também indicou o local onde o corpo foi queimado.

O DHPP trabalha com a possibilidade de feminicídio majorado, já que a vítima foi morta de forma cruel e teve o corpo incendiado — o que pode ter sido usado para ocultar outros tipos de violência. Os investigadores não descartam a participação conjunta dos dois homens em todas as etapas do crime. As apurações continuam.

Com informações do Cidade Verde

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