
O perito da Polícia Civil do Piauí, Ivanenko Ullianov, se pronunciou oficialmente após protagonizar uma discussão acalorada com o advogado Germano Brandão, registrada nesta quarta-feira (19), na cidade de Codó, no Maranhão. O confronto começou em via pública e terminou dentro da delegacia, onde houve troca de ofensas e o perito chegou a sacar uma arma de fogo.
O episódio viralizou nas redes sociais após vídeos mostrarem o momento em que Germano desafia o servidor público e o acusa de desequilíbrio emocional.
Em publicação nas redes sociais, Ivanenko Ullianov afirmou que o desentendimento começou quando ele interveio em uma situação que, segundo ele, configuraria tentativa de feminicídio. O perito relatou que a discussão teve início ainda na rua e que sacou a arma apenas ao perceber risco iminente.
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“Vamos voltar para a Polícia Judiciária, que avalia os fatos, né? Então, sabendo dessa história, ontem, quando o agressor, em um momento, passou pela cidade, ali era um local que não havia videomonitoramento, onde a confusão iniciou. Ele tentou contra a integridade física da minha companheira, que no caso é a ex-esposa dele e inclusa em medida protetiva.”
Ivanenko afirma que orientou o advogado diversas vezes a se afastar, mas que a ordem foi ignorada.
“Alertei-o várias vezes para que se afastasse, e ele ignorou. Ignorou igual ignora o Poder Judiciário, igual ignora outras determinações judiciais. Então, obviamente, não iria acatar o que eu estava pedindo.”
Ele disse ainda que o saque da arma foi um ato necessário diante da situação.
“Foi necessário, para garantir a segurança da minha companheira e de todos os envolvidos, sacar a arma. Não para intimidar, mas porque ele estava gritando e dei voz de prisão pelo crime em flagrante que estava cometendo. Consegui garantir a segurança e a integridade física de todos. Todos estão 100% intactos, ninguém se machucou. Todos foram apresentados à Delegacia de Polícia Civil de Codó para que responda perante a lei.”
Por fim, o perito justificou sua ação como um ato preventivo diante do risco de feminicídio.
“Eu não sou juiz, mas a minha função ali foi agir para evitar um crime. É muito fácil ter mobilização depois de um feminicídio, né? Como já disse, depois que o fato acontece. A hora de sinalizar é agora. A documentação está aí, isso é um fato, e vem acontecendo há muito tempo no município de Codó, e nada vem sendo feito. Se ontem eu não estivesse lá, muito provavelmente hoje a Talita seria só mais uma vítima de feminicídio.”
Investigação foi aberta após o caso
Ivanenko registrou boletim de ocorrência após o episódio. A 4ª Delegacia Regional de Codó afirmou, em nota, que foi instaurado inquérito policial para apurar o caso e adotar as medidas legais cabíveis.



