
A Polícia Civil do Piauí investiga as circunstâncias da morte de um feto de aproximadamente 37 semanas, encontrado dentro de uma sacola plástica em uma área de mata no bairro Vale Quem Tem, zona Leste de Teresina. A mãe da criança, que não teve a identidade divulgada, foi detida em flagrante por ocultação de cadáver, mas foi liberada nesta segunda-feira (17) após pagar fiança de R$ 3 mil.
A denúncia chegou ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) por meio de um motorista de aplicativo. Segundo a delegada Nathália Figueiredo, o condutor relatou que transportava a mulher quando percebeu que ela carregava uma sacola preta. Durante o trajeto, a passageira teria descartado o objeto em uma área de mata, afirmando que se tratava de lixo do local onde trabalhava.
Desconfiado da situação, o motorista retornou ao local no dia seguinte. Ao abrir a sacola, encontrou o corpo de um feto do sexo feminino e acionou imediatamente a polícia. Ele prestou depoimento, enquanto a mãe da criança permaneceu em silêncio durante o interrogatório.
A Polícia Civil investiga se o bebê nasceu com vida e quais foram as circunstâncias que levaram à morte. A delegada informou que o caso, inicialmente registrado como ocultação de cadáver, pode evoluir conforme os resultados dos exames.
“As diligências buscam esclarecer se houve aborto espontâneo, uso de substâncias abortivas ou se a criança nasceu viva e morreu durante ou após o parto”, explicou a delegada Figueiredo.
O feto, próximo do período completo de gestação, não apresentava sinais externos de violência. Exames periciais e um toxicologico foram solicitados, e os laudos devem indicar se houve uso de medicamentos para interrupção da gravidez ou outra causa para o óbito.
Segundo caso semelhante em três dias no Piauí

O episódio ocorre poucos dias após outro caso semelhante no estado. Em Porto (PI), moradores encontraram um recém-nascido morto em um terreno baldio após perceberem que porcos arrastavam o corpo. A Polícia Civil também investiga esse caso.
As autoridades reforçam que ambos os episódios estão em apuração e dependem de laudos periciais para definição de responsabilidades e eventuais crimes.



