
A Polícia Civil prendeu, nesta quarta-feira (12), um jovem suspeito de participação no assassinato de Ruan Bandeira, entregador que havia desaparecido e foi encontrado morto na semana passada no Rio Parnaíba, com o corpo amarrado e marcas de perfuração.
De acordo com o Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), os principais suspeitos do crime são irmãos. Uma mulher, também investigada, chegou a ser detida, mas foi liberada por determinação do delegado Bruno Ursulino, que considerou seu envolvimento circunstancial e o fato de ela ter filhos pequenos.
“O envolvimento dela foi circunstancial. Quem a levou para o crime foi o irmão, esse sim merece ficar recolhido”, afirmou o delegado.
As investigações apontam que o crime ocorreu próximo à margem do rio, onde a polícia encontrou vestígios de sangue, indicando luta corporal e sinais de violência. Após o homicídio, os suspeitos teriam jogado o corpo no rio na tentativa de dificultar a identificação do local do crime. Entretanto, como a correnteza era fraca, o corpo não se deslocou e acabou sendo localizado na mesma área.
“Quando a gente vê esse tipo de artifício, é uma tentativa de afastar o corpo do local do crime, dificultando a investigação. Porém, como a correnteza era fraca, o corpo acabou não se distanciando”, explicou Ursulino.
O delegado descartou, até o momento, qualquer ligação do caso com facções criminosas. Segundo ele, a motivação pode estar relacionada a conflitos pessoais e ao fato de a vítima ser usuário de drogas, o que ainda é apurado pela equipe investigativa.
“A vítima morava em um bairro e foi morta em outro. Às vezes, isso gera rivalidades abstratas, mesmo sem envolvimento com facções”, acrescentou.
As diligências continuam para esclarecer todos os detalhes do homicídio, incluindo a arma utilizada no crime e a motivação exata da morte de Ruan Bandeira.



