Teresina quinta-feira, 5 março, 2026

Governo do DF pede ao STF para avaliar se Bolsonaro poderia ir à Papuda

Ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília — Foto: Reuters/Adriano Machado/File Photo

O governo do Distrito Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja submetido a uma avaliação médica para verificar se tem condições clínicas de cumprir eventual pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seape) e assinado pelo secretário Wenderson Souza e Teles. O documento destaca a necessidade de avaliar a compatibilidade entre o estado de saúde de Bolsonaro e a estrutura médica e nutricional disponível no sistema prisional do DF.

Segundo o texto, a solicitação ocorre em razão da proximidade do julgamento dos recursos referentes à condenação do ex-presidente por tentativa de golpe de Estado, marcada para 7 de novembro. Caso os recursos sejam negados, Bolsonaro poderá ser transferido para um presídio do DF, sendo a Papuda uma das possibilidades.

A Seape também ressaltou que o ex-presidente já passou por diversas cirurgias abdominais e que, em setembro de 2025, precisou ser levado de forma emergencial ao Hospital DF Star, onde ficou internado durante a noite.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, por envolvimento na trama golpista de 8 de janeiro. Apesar disso, ele ainda cumpre prisão domiciliar preventiva em sua casa, no Jardim Botânico, devido a outra investigação que envolve o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e supostas ações contra autoridades brasileiras nos Estados Unidos.

O Complexo Penitenciário da Papuda, localizado em Brasília, abriga cinco unidades prisionais, incluindo presídios de segurança máxima. Há uma ala específica para presos considerados vulneráveis, como políticos, policiais e idosos, com celas de 30 m², camas beliche, chuveiro e vaso sanitário, além de quatro refeições diárias e duas horas de banho de sol.

Até o momento, o governo do DF não confirmou se a avaliação médica já foi autorizada pelo Supremo, e a defesa de Bolsonaro não se manifestou publicamente sobre o pedido.

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