
As empresárias gêmeas Thamyres Leite Moura Sampaio e Thayres Leite Moura Coelho tornaram-se alvo da Operação Carbono Oculto 86, deflagrada pela Polícia Civil do Piauí e pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-PI). A investigação, que ganhou força nesta quarta-feira (5), apura um amplo esquema de lavagem de dinheiro e fraudes no setor de combustíveis, supostamente vinculado à infiltração de facções criminosas e ao uso de empresas de fachada para movimentação financeira ilícita.
De acordo com decisão da Justiça, Thamyres é casada com o empresário Haran Santhiago Girão Sampaio, enquanto Thayres é esposa de Danillo Coelho de Sousa. Ambos também figuram entre os investigados. As irmãs são sócias de postos e distribuidoras que tiveram as atividades interditadas pela polícia em todo o estado.
Durante a operação, os agentes apreenderam bens de luxo, incluindo um avião particular e um Porsche avaliado em mais de R$ 550 mil, além do bloqueio judicial de contas bancárias e sequestro de valores que somam R$ 348 milhões.
O juiz Valdemir Ferreira Santos, responsável pela decisão, determinou ainda o bloqueio de bens de outros envolvidos, entre eles o ex-vereador de Teresina Victor Linhares de Paiva, que havia assumido a Secretaria Municipal de Articulação Institucional e foi citado na decisão judicial.
Segundo a Polícia Civil, o grupo investigado utilizava uma rede de postos de combustíveis, distribuidoras e fundos de investimento para ocultar a origem de recursos milionários. O esquema teria movimentado bilhões de reais em todo o país, com ramificações também no Maranhão e Tocantins.
Entre as empresas sob investigação estão HD Petróleo LTDA, THR Combustíveis e Lubrificantes, HD Petróleo Planalto Uruguai LTDA, HD Petróleo Petrosul LTDA, HD Petróleo São Joaquim LTDA, HD Petróleo Buenos Aires LTDA e Pima Energia Cegonha LTDA.
A Justiça ainda determinou que a Junta Comercial do Estado do Piauí (JUCEPI) e a Secretaria da Fazenda (Sefaz-PI) suspendam as licenças e bloqueiem a emissão de notas fiscais das empresas citadas até o fim das investigações.
O caso segue sob sigilo, e as defesas de Thamyres Leite Moura Sampaio e Thayres Leite Moura Coelho ainda não se manifestaram oficialmente.



