
O delegado Danúbio Dias, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), divulgou novos detalhes sobre a apreensão do adolescente suspeito de matar o pedreiro Wellington Alves, de 39 anos, no dia 30 de outubro, na zona Sul de Teresina. Segundo as investigações, o jovem afirmou ter agido em legítima defesa, alegando que vinha sendo ameaçado pela vítima em razão de um desentendimento anterior.
De acordo com o delegado, o adolescente foi apreendido no dia seguinte ao crime, após ser entregue à polícia pelos próprios familiares. “O adolescente ainda tentou fugir, mas foi contido pelo pai. Em seguida, foi encaminhado ao DHPP, onde confessou o homicídio. Ele diz que era ameaçado de morte pelo pedreiro, mas não conseguiu esclarecer o motivo exato da desavença entre os dois”, relatou Danúbio Dias.
Durante o depoimento, o suspeito contou que se mudou da zona Norte para a zona Sul de Teresina porque estaria recebendo ameaças. Por conta disso, teria comprado uma arma de fogo em Timon (MA), em um local conhecido como “Feira do Rato”, pagando R$ 7 mil pelo revólver calibre 38. Com ele, teria carregado duas munições e ido ao encontro da vítima, disparando um tiro que atingiu a nuca de Wellington.
“O adolescente afirma que comprou a arma por R$ 7 mil, mas não soube explicar a origem do dinheiro. Depois do crime, disse ter vendido o revólver por R$ 6 mil, mas também não revelou para quem. Negou ainda envolvimento com facções criminosas”, informou o delegado.
A polícia confirmou que o jovem agiu sozinho e que não havia registros anteriores contra ele. A apreensão foi realizada de forma rápida graças às informações fornecidas por testemunhas que presenciaram o crime. O caso foi encaminhado ao Poder Judiciário.
O crime
Wellington Alves dos Santos foi morto a tiros próximo a uma obra onde trabalhava, no residencial Betinho, zona Sul da capital. Ele havia retornado do almoço quando foi surpreendido pelo autor do disparo. A vítima morreu ainda no local.



