Teresina domingo, 28 junho, 2026

Lula demonstra otimismo antes de encontro com Donald Trump e fala em negociar sanções

Em visita oficial à Indonésia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou estar confiante no resultado da reunião que deve realizar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda neste domingo (26). O encontro, segundo o petista, representa uma oportunidade de restabelecer o diálogo entre os dois países após meses de tensão diplomática provocada pela alta nas tarifas de importação impostas por Washington.

Lula garantiu que “não há veto sobre nenhum assunto” a ser tratado na conversa, incluindo temas sensíveis como a taxação de produtos brasileiros, a guerra na Ucrânia e até as punições aplicadas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Eu tenho todo interesse em ter essa reunião e mostrar que houve um equívoco nas taxações. Houve um certo truncamento, mas depois do telefonema do Trump acho que estamos caminhando para mostrar que não há divergência que não possa ser dirimida quando duas pessoas com boa vontade se sentam em uma mesa”, afirmou Lula.

A expectativa é de que o encontro ocorra na Ásia, marcando o primeiro compromisso oficial entre Lula e Trump. Os dois chegaram a se cumprimentar rapidamente em setembro, durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, mas sem agenda formal.

A relação bilateral entrou em atrito após o governo norte-americano impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, um aumento que começou com 10% em abril e chegou ao novo patamar em agosto. O Brasil tem sustentado que a medida é injustificada, já que a balança comercial favorece os Estados Unidos.

Lula afirmou que pretende levar dados concretos para a conversa e demonstrar que o comércio entre os dois países é vantajoso para ambos.

“O Brasil tem interesse em colocar a verdade na mesa, mostrar que os EUA não é deficitário, portanto não tem explicação a taxação, não tem porque explicar a punição de ministros nossos, eles não cometeram nenhum erro e, ao mesmo tempo, a política de tributação é uma coisa que depende do Brasil, do Congresso Naciona”, declarou.

Tanto o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, quanto o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, reforçaram recentemente a importância da reaproximação diplomática. O Itamaraty vê na reunião uma chance de reverter o “tarifaço” e abrir caminho para novos acordos comerciais.

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