Teresina quarta-feira, 11 março, 2026

Polícia Civil divulga prints que revelam suposto esquema de “rachadinha” e nomeações milionárias ligadas a Sol Pessoa

O Departamento de Combate à Corrupção (DECCOR) da Polícia Civil do Piauí segue investigando um suposto esquema de rachadinha e uso irregular de cargos públicos na Prefeitura de Teresina, ocorrido durante a gestão do ex-prefeito Doutor Pessoa. As apurações indicam que servidores e assessores próximos ao então gestor participavam de um sistema de controle de contratações e desvio de funções, beneficiando pessoas ligadas ao núcleo político do gabinete.

Segundo a Polícia Civil, prints e mensagens obtidos durante a investigação mostram Suelene da Cruz, ex-assessora de gabinete de Doutor Pessoa, autorizando pessoalmente contratações e controlando salários de servidores, alguns dos quais teriam sido obrigados a realizar tarefas pessoais para ela.

A operação resultou na prisão de Suelene da Cruz, Marcus Almeida de Moura, Mauro José de Sousa e Rafael Thiago Teixeira Ferreira. Em conversas interceptadas, Sol Pessoa teria solicitado a nomeação de pessoas em secretarias municipais, como na Secretaria de Cidadania, com salários que chegavam a R$ 4 mil.

As investigações apontam ainda que parte dos funcionários com altos vencimentos não comparecia ao trabalho, apesar de continuar recebendo regularmente os pagamentos. Em outro trecho da apuração, foi identificado que Mauro José, ex-motorista da Prefeitura, depositou R$ 150 mil em uma construtora para custear a reforma da casa de Sol Pessoa.

De acordo com o delegado Ferdinando Martins, coordenador do DECCOR, Suelene tinha papel central no esquema:

“Ela era a pessoa que dialogava diretamente com fornecedores, com um empresário que também fazia interlocução com os terceirizados. Ela tinha protagonismo dentro do trabalho. Ela centralizava os pagamentos, realocava tercerizados”, destacou.

A Operação Gabinete de Ouro, que deu origem às prisões e buscas, já resultou na apreensão de mais de R$ 70 milhões em bens, incluindo imóveis, veículos de luxo e outros patrimônios vinculados aos investigados.

As investigações tiveram início após o recebimento de um dossiê anônimo, que apontava corrupção, propina, rachadinhas e cobranças de vantagens ilícitas praticadas entre 2021 e 2024, período correspondente à gestão de Doutor Pessoa.

O caso segue sob análise da Polícia Civil e do Ministério Público, que buscam identificar o grau de envolvimento de cada investigado e o destino dos valores desviados.

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