
O Piauí está emergindo como um dos principais polos de mineração do Brasil, impulsionado por suas vastas reservas de ferro e níquel e pelo avanço de grandes projetos sustentáveis no interior do estado. Com investimentos que ultrapassam a casa do bilhão de dólares, o setor promete transformar o cenário econômico piauiense, gerando milhares de empregos e fortalecendo as exportações.
Sob a coordenação da Vice-presidência de Mineração da Investe Piauí, o estado tem trabalhado para criar um ambiente competitivo e seguro para investidores. O órgão atua desde a prospecção mineral até a fase industrial, oferecendo apoio técnico, segurança jurídica e sustentabilidade ambiental como pilares de desenvolvimento.

Entre os empreendimentos de destaque está a Lion Mining, sexta maior exportadora de minério de ferro do país. A empresa opera em Piripiri, com capacidade de 2 milhões de toneladas anuais e mais de 90 direitos minerários distribuídos em 110 mil hectares. A proximidade com o Porto de Luís Correia, a menos de 100 km, garante eficiência logística e amplia a competitividade do negócio.
Outro projeto que coloca o estado em evidência é o Projeto Piauí Níquel, localizado em Capitão Gervásio Oliveira. Considerado um dos mais modernos do país, o empreendimento prevê um investimento superior a US$ 1 bilhão e uma produção anual estimada em 28 mil toneladas de níquel e 1 mil tonelada de cobalto, metais fundamentais para a cadeia global de baterias e para a transição energética. A fase de implantação deve gerar cerca de 3.500 empregos diretos e indiretos.
Em Paulistana, a Bemisa (Brasil Exploração Mineral S.A.) lidera o Projeto Planalto Piauí, uma das maiores reservas minerais do Brasil, com 1,2 bilhão de toneladas de minério de ferro. A expectativa é produzir 15 milhões de toneladas anuais de pellet feed, com teor de ferro de 70%, colocando o Piauí entre os maiores produtores de minério de alta qualidade do mundo.
Já em São Raimundo Nonato, a SRN Mineração desenvolve o Projeto Serrinha, com reserva estimada em 637 milhões de toneladas e produção inicial prevista de 2 milhões de toneladas por ano, adotando práticas sustentáveis de extração e valorizando o desenvolvimento local.
Sustentabilidade e futuro do setor
O vice-presidente de Mineração da Investe Piauí, Fernando Antonialli, destaca que o estado vive um momento decisivo:
“Estamos estruturando um ambiente que combina competitividade, sustentabilidade e inovação. O Piauí tem reservas minerais estratégicas e cabe à Investe potencializar essas riquezas, assegurando que elas se convertam em empregos, renda e desenvolvimento para o estado.”
Antonialli também ressaltou que a meta é ultrapassar 3 milhões de toneladas anuais de produção até 2027, consolidando o Piauí como referência em mineração responsável, inovação tecnológica e desenvolvimento sustentável.
Com investimentos crescentes, incentivos competitivos e posição estratégica próxima ao litoral, o Piauí se firma como um dos destinos mais promissores da mineração brasileira, abrindo caminho para um novo ciclo de crescimento econômico e industrial no Nordeste.



