
O Ministério Público do Piauí solicitou a condenação do sargento Mota, da Polícia Militar, por furto qualificado de um perfume “Malbec” em Teresina. O caso ocorreu em fevereiro de 2023, no bairro Areias, zona Sul da capital.
Segundo o promotor Assuero Stevenson, as provas incluem depoimentos da vítima, de testemunhas, do policial que acompanhava o sargento no momento do crime, além de imagens de vídeo. Os registros mostram Mota deixando a residência, trancando a porta ao sair e tentando danificar uma câmera de segurança ao perceber que estava sendo filmado.
O MP afirma que o sargento utilizou uma chave falsa para entrar na residência, já que não possuía a chave original, e que não há indícios de arrombamento. O promotor destacou que não existe justificativa legal para a ação, refutando a alegação do policial de excludente de ilicitude baseada no cumprimento do dever legal.
Durante a audiência de instrução e julgamento, realizada em 20 de maio deste ano, o sargento declarou-se inocente, alegando que a tentativa de destruir a câmera teria sido motivada pelo fato de a área ser usada para tráfico de drogas, e que o equipamento poderia impedir a ação policial.
O Ministério Público sustenta que o crime é tipificado como furto qualificado, com indícios claros de ilicitude e culpabilidade, pedindo que Mota seja condenado conforme previsto na lei.
Vale lembrar que o sargento Mota também foi alvo da Operação Jogo Sujo II, deflagrada em outubro de 2024 pela Polícia Civil do Piauí. Na ação, influencers e o cabo Jairo foram investigados por crimes como estelionato, jogos de azar, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Durante a operação, foram cumpridos oito mandados de prisão temporária e 22 de busca e apreensão em Teresina, Timon e Caxias (MA), com apreensão de armas, joias e veículos de luxo. Desde então, Mota teve suas redes sociais suspensas, foi afastado de suas funções e responde a procedimento administrativo na PM.



