Teresina quinta-feira, 26 fevereiro, 2026

Apoiador de Trump e líder ativista conservador Charlie Kirk é assassinado durante evento universitário

Charlie Kirk, ativista conservador, discursa pouco antes de ser baleado em Utah, em 10 de setembro de 2025/Foto: Tess Crowley/The Deseret News via AP

O ativista conservador Charlie Kirk, fundador da organização estudantil Turning Point USA, foi morto a tiros nesta quarta-feira (10) durante um evento na Universidade Utah Valley, nos Estados Unidos. O disparo atingiu Kirk no pescoço enquanto ele participava de uma sessão de perguntas e respostas com o público, conhecida por ele como a mesa “Me prove que estou errado”.

Imagens divulgadas por agências de notícias mostram pessoas correndo e se jogando ao chão momentos após os tiros. Um vídeo, gravado pelo estudante Tanner Maxwell, também flagrou alguém correndo no telhado do edifício, que, segundo a polícia, pode ter sido o ponto de onde o disparo foi efetuado à longa distância. Até o momento, o FBI investiga o caso e busca identificar o autor do ataque. Duas pessoas chegaram a ser detidas, mas foram liberadas pelas autoridades após interrogatório.

O presidente Donald Trump confirmou a morte de Kirk em rede social, descrevendo-o como “lendário” e enviando condolências à família. Políticos de ambos os partidos americanos também lamentaram o ocorrido, com o presidente Joe Biden afirmando que “não há lugar em nosso país para esse tipo de violência”.

Quem era Charlie Kirk

Foto: AP Photo/Jeffrey Phelps

Com 31 anos, Kirk era uma das figuras mais influentes do movimento conservador jovem nos EUA. Ele fundou a Turning Point USA, organização presente em mais de 3.500 escolas e universidades em todos os estados americanos, voltada para mobilizar estudantes em torno de ideais conservadores, cristãos e do livre mercado.

Kirk era conhecido por seu apoio às campanhas presidenciais de Donald Trump, atuando também como assessor pessoal de Donald Trump Jr. Além do ativismo, era autor de livros como Campus Battlefield, The MAGA Doctrine e The College Scam, e apresentava o The Charlie Kirk Show, transmitido nacionalmente. Seus perfis combinados nas redes sociais alcançavam mais de 14 milhões de seguidores.

Polêmica e legado

O ativista frequentemente provocava debates acalorados em universidades, influenciando alunos e pais a denunciar professores que, segundo ele, promoviam “marxismo” e “ideologia de gênero”. Sua presença na Universidade Utah Valley gerou resistência: uma petição online tentou impedir sua participação, reunindo cerca de 1.000 assinaturas. Apesar disso, a instituição manteve o evento, defendendo a Primeira Emenda e o compromisso com a liberdade de expressão.

O ataque ocorre em um contexto de crescente violência política nos EUA, considerado o mais prolongado desde a década de 1970. Desde 2021, foram documentados mais de 300 casos de atos violentos motivados politicamente, segundo a Reuters.

O FBI continua investigando o caso, enquanto a universidade reforçou a segurança e acompanhou Kirk até o hospital. Uma cirurgia foi realizada, mas o ativista não resistiu aos ferimentos. A identidade do autor dos disparos ainda não foi confirmada, e as autoridades buscam pistas para elucidar o crime.

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