
O Brasil encerrou o mês de agosto de 2025 com um superávit na balança comercial de US$ 6,133 bilhões, informou na última quinta-feira (4) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). As exportações somaram US$ 29,861 bilhões, enquanto as importações ficaram em US$ 23,728 bilhões, totalizando uma corrente de comércio de US$ 53,589 bilhões.
O resultado representa um crescimento de 3,9% nas exportações em relação a agosto de 2024, e queda de 2% nas importações no mesmo período. Entre os mercados, houve aumento significativo nas vendas para México (43,8%), Argentina (40,4%), China (31%) e Índia (58%), enquanto os EUA registraram queda de 18,5%, atribuída à antecipação de vendas antes do início do tarifaço aplicado pelo governo americano.
No acumulado de janeiro a agosto de 2025, as exportações brasileiras atingiram US$ 227,6 bilhões, um recorde histórico, superando em 0,5% o mesmo período de 2024. As importações somaram US$ 184,8 bilhões, com corrente de comércio total de US$ 412,4 bilhões, crescimento de 3,2% na comparação anual.
Destaque para o Piauí
Mesmo diante do tarifaço sobre produtos brasileiros, em vigor desde 6 de agosto, o Piauí registrou um superávit de mais de US$ 91 milhões nas exportações. Segundo dados do MDIC, a soja foi o principal produto exportado, representando 94,8% das vendas e gerando US$ 99,4 milhões, embora tenha registrado queda de 46,7% em relação a julho.
O segundo item mais exportado foi o mel natural, responsável por 2,6% das exportações do estado, com receita de US$ 2,8 milhões, quase metade do valor do mês anterior. Apesar da alta de 50% na taxação de produtos piauienses, os Estados Unidos permaneceram como o quinto maior parceiro comercial do estado.
Os principais destinos das exportações do Piauí foram:
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China: 67% (US$ 70,3 milhões)
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Tailândia: 14%
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Espanha: 10,3%
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Vietnã: 2,6%
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Estados Unidos: 2,5%
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Reino Unido: 1%
O resultado demonstra a resiliência da balança comercial brasileira e coloca o Piauí como um destaque na produção e exportação de commodities, mesmo em meio a desafios tarifários internacionais.



