
A Justiça da Itália decidiu nesta semana que a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) permanecerá presa enquanto aguarda o desfecho do processo de extradição solicitado pelas autoridades brasileiras. A decisão foi divulgada um dia após a parlamentar passar por audiência com três juízes italianos.
Em documento oficial, a Corte de Apelação do país destacou que existe o “grau máximo” de risco de fuga caso Zambelli seja liberada, justificando a manutenção da prisão. Durante a análise, os juízes consideraram laudos médicos que apontaram que a deputada tem condições de permanecer encarcerada, recebendo acompanhamento adequado para terapias e monitoramento de sua saúde.
Na quarta-feira (27), durante a audiência, o advogado de Zambelli afirmou que o perito italiano disse que a parlamentar “pode continuar em cárcere, não teve porque, como ou onde”, ao comentar a situação. O procurador de Justiça alertou os juízes sobre o suposto risco de fuga, ponto contestado pela defesa, que argumentou que a deputada não possui passaporte nem recursos financeiros, bloqueados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
O pedido de extradição foi formalizado por Moraes, após Zambelli ser condenada duas vezes pela Justiça brasileira. A deputada havia deixado o país antes da execução da prisão e solicitou às autoridades italianas que aguardasse em liberdade, pedido que foi negado. Ela permanecerá detida até que a Justiça italiana decida se acata ou não a solicitação de extradição.
A decisão ocorre em meio a forte repercussão política e jurídica, enquanto o governo brasileiro acompanha os trâmites internacionais do caso. Zambelli permanece sob custódia na Itália, até que seja emitida uma posição definitiva sobre sua extradição.



