
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) revelou, nesta terça-feira (26), que o criminoso Donizete, conhecido como “Bololô”, preso pela Polícia Civil em Teresina, teria autorizado a execução do adolescente Alex Mariano, assassinado a tiros dentro de uma escola no bairro Vila Irmã Dulce, zona Sul da capital, no último dia 14 de agosto.
Segundo as investigações, o jovem responsável por efetuar os disparos telefonou para “Bololô” pedindo permissão para cometer o crime. Após a autorização, ele deixou o colégio, buscou a arma e retornou para executar a vítima. O atirador permanece foragido e há indícios de que tenha deixado o Piauí.
O delegado Danúbio Dias informou que pelo menos sete pessoas são investigadas por participação na morte de Alex Mariano. “As testemunhos relataram que o adolescente, autor dos disparos, ligou para o chefe de disciplina da facção pedindo autorização para matar a vítima. (…) Então, o departamento, trabalha com a possibilidade que a pessoa para quem o adolescente ligou pedindo autorização, é ele. Agora a investigação vai tentar confirmar isso”, explicou.
Além desse caso, Donizete também é investigado pela morte de João Henrique de Sousa, de 22 anos, assassinado em 7 de agosto na Vila Irmã Dulce. Ele era considerado uma das principais lideranças da facção Bonde dos 40 no Morro do Cambota, na zona Sul de Teresina.
Prisão em residência de influencer

“Bololô” foi capturado em uma operação conjunta entre o Departamento de Capturas (Decap) e o Batalhão Especial de Policiamento do Interior (BEPI), quando estava escondido na casa da namorada, a influenciadora digital Letícia Ellen. Durante a ação, ela, o faccionado e outro homem foram levados para a delegacia.
A Polícia Civil segue investigando a participação de outros integrantes da facção e tentando localizar o adolescente foragido.



