
O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria na última sexta-feira (22) e condenou a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) a cinco anos e três meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento. O julgamento terminou com o placar de 9 a 2, seguindo o voto do relator Gilmar Mendes.
A decisão foi apoiada pelos ministros Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Dias Toffoli, Edson Fachin, Luiz Fux e Roberto Barroso. Divergiram do relator Nunes Marques, que pediu a absolvição em relação ao porte de arma e desclassificou o crime de constrangimento, e André Mendonça, que sugeriu uma pena de oito meses em regime aberto, destacando que a parlamentar não possui antecedentes.
Carla Zambelli está presa em Roma desde 29 de julho, após ter fugido para a Itália no início de junho. A deputada buscava escapar de uma condenação anterior de 10 anos de prisão por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), crime que teria sido cometido com a colaboração do hacker Walter Delgatti Neto, que cumpre pena de oito anos e três meses.
O caso agora depende do processo de extradição, que será analisado pelo Ministério da Justiça italiano, responsável por decidir sobre a eventual transferência de Zambelli para cumprimento da pena no Brasil.



