
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta terça-feira (12) que, caso decida disputar a reeleição em 2026, não perderá a eleição. O petista condiciona a decisão ao seu estado de saúde, lembrando que, em agosto do próximo ano, estará próximo de completar 81 anos.
Se confirmar a candidatura, essa será a sétima eleição presidencial de Lula, que já concorreu aos pleitos de 1989, 1994, 1998, 2002, 2006 e 2022. O presidente também foi eleito deputado federal em 1986.
Em entrevista, Lula comentou sobre possíveis adversários e afirmou que não se preocupa com governadores da oposição: “Todo mundo, quanto mais sair, melhor, não tenho preocupação. Tenho certeza do que estou fazendo neste país”, disse. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente em prisão domiciliar e réu no STF, segue inelegível até 2030.
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Uma pesquisa Genial/Quaest, divulgada em julho, aponta que a rejeição à reeleição de Lula caiu nos últimos dois meses, mas a maioria ainda é contrária à sua candidatura. 58% dos brasileiros acreditam que ele não deveria disputar um novo mandato, enquanto o apoio subiu de 32% para 38%.
No caso de Bolsonaro, 62% defendem que ele abra mão da candidatura, embora o índice tenha caído levemente em relação a maio, quando era de 65%. O grupo favorável à sua permanência na disputa passou de 26% para 28%.
Em julho de 2024, Lula já havia admitido a possibilidade de disputar a reeleição para evitar a volta da “extrema-direita” ao poder, mas ressaltou que a decisão dependeria de sua saúde. Recentemente, o presidente também comentou que, se tudo correr como espera, poderá se tornar o primeiro presidente do Brasil eleito quatro vezes.



