Teresina quinta-feira, 8 outubro, 2026

Desemprego no Brasil atinge 5,8%, menor taxa da história; empregados com carteira assinada bate recorde, segundo IBGE

Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS)/Foto: Divulgação/Agência Brasil

Brasil registrou a menor taxa de desemprego da série histórica iniciada em 2012. De acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação ficou em 5,8% no segundo trimestre de 2025, encerrado em junho.

A nova medição já utiliza os dados reponderados com base no Censo Demográfico de 2022, o que reforça a precisão das estatísticas. Em comparação com o trimestre anterior, a queda foi de 1,2 ponto percentual (era de 7% em março) e de 1,1 p.p. em relação ao mesmo período de 2024 (6,9%).

Atualmente, cerca de 6,3 milhões de brasileiros estão desempregados, uma redução de 17,4% no trimestre (menos 1,3 milhão de pessoas) e de 15,4% no ano (menos 1,1 milhão).

O número de pessoas ocupadas chegou a 102,3 milhões, outro recorde da série. Isso representa uma alta de 1,8% no trimestre (mais 1,8 milhão de pessoas) e de 2,4% no ano (2,4 milhões a mais). Com isso, 58,8% da população em idade para trabalhar está empregada, o chamado nível de ocupação, que cresceu 0,69 p.p. no trimestre e 1 p.p. no ano.

O grupo de trabalhadores com carteira assinada no setor privado chegou a 39 milhões de pessoas, o maior número já registrado. Esse grupo cresceu 0,9% no trimestre (357 mil novos registros) e 3,7% no ano (1,4 milhão a mais). Já os empregados sem carteira somam 13,5 milhões, com alta de 2,6% no trimestre, mas estabilidade em relação a 2024. A taxa de informalidade caiu para 37,8%, o equivalente a 38,7 milhões de trabalhadores — um leve recuo frente aos trimestres anteriores.

No setor público, o contingente de trabalhadores chegou a 12,8 milhões, com crescimento de 5% no trimestre (mais 610 mil pessoas) e de 3,4% no ano (mais 423 mil). O número de trabalhadores por conta própria também subiu, atingindo 25,8 milhões, com alta de 1,7% no trimestre e 3,1% em 12 meses.

População fora da força de trabalho e desalentados

A população fora da força de trabalho, pessoas que não estão ocupadas nem buscando emprego, permanece estável em 65,5 milhões.

O número de desalentados, aqueles que desistiram de procurar trabalho por falta de esperança, caiu para 2,8 milhões, uma redução de 13,7% no trimestre e 14% em relação ao ano passado. A taxa de subutilização da força de trabalho também apresentou melhora, ficando em 14,4%, a menor da série histórica, atingindo 16,5 milhões de pessoas.

O rendimento médio real habitual do trabalhador chegou a R$ 3.477, o maior já registrado pelo IBGE. Houve crescimento de 1,1% em relação ao trimestre anterior e de 3,3% em comparação com o mesmo período de 2024.

A massa de rendimento real habitual também bateu recorde, atingindo R$ 351,2 bilhões, um avanço de 2,9% no trimestre e de 5,9% em 12 meses.

Atualização com base no Censo 2022

A partir hoje, 31 de julho de 2025, as estimativas dos trimestres móveis da PNAD Contínua foram atualizadas e reponderadas, para refletir as novas estimativas populacionais do IBGE, baseadas no Censo 2022.

As populações utilizadas no cálculo dos fatores de expansão da PNAD Contínua foram atualizadas, mantendo-se a metodologia anteriormente adotada para as datas de referência da pesquisa. Mais detalhes sobre essa reponderação estão na nota técnica, aqui.

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