Teresina quarta-feira, 15 julho, 2026

Salário mínimo deve subir para R$ 1.630 em 2026, prevê a ministra Simone Tebet

Prazo final para sacar valores esquecidos no sistema financeiro termina nesta quarta-feira (16)/Foto: Reprodução

Durante a apresentação da proposta orçamentária no Senado nesta terça-feira (8), a ministra do Planejamento, Simone Tebet, confirmou que o salário mínimo em 2026 deverá ser de R$ 1.630, caso a previsão seja aprovada pelo Congresso Nacional. Segundo a ministra, esse será o maior valor do salário mínimo em termos reais nos últimos 50 anos.

A projeção segue a nova fórmula de reajuste adotada em 2023, que leva em conta a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) dos 12 meses encerrados em novembro, acrescida de até 2,5% de crescimento real, conforme estabelecido pelo novo arcabouço fiscal.

O Ministério do Planejamento destacou que o reajuste do salário mínimo influencia diretamente em diversos benefícios sociais e previdenciários. Entre os programas impactados estão aposentadorias, abono salarial, seguro-desemprego e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

A cada R$ 1 de aumento, estima-se que o impacto no orçamento público seja de cerca de R$ 400 a R$ 420 milhões, com uma alta de R$ 115,3 bilhões nas despesas da Previdência e arrecadação adicional de R$ 71,2 bilhões.

Previsões para os próximos anos

Além do valor previsto para 2026, o governo também apresentou estimativas para os anos seguintes:

  • 2027: R$ 1.724

  • 2028: R$ 1.823

  • 2029: R$ 1.925

Essas projeções ainda poderão ser revistas nos próximos Projetos de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO).

Se aprovado pelo Congresso, o novo valor de R$ 1.630 passará a valer oficialmente a partir de 1º de janeiro de 2026. No entanto, o pagamento reajustado será recebido pelos trabalhadores e beneficiários a partir de 1º de fevereiro daquele ano.

Reajustes anteriores do salário mínimo

Confira a evolução recente do salário mínimo no Brasil:

  • 2019: R$ 998,00

  • 2020: R$ 1.045,00

  • 2021: R$ 1.100,00

  • 2022: R$ 1.212,00

  • 2023: R$ 1.320,00

  • 2024: R$ 1.412,00

  • 2025: R$ 1.518,00

Com o novo modelo de correção e a limitação imposta pelo teto de gastos do arcabouço fiscal, o governo busca equilibrar os reajustes salariais com a responsabilidade fiscal.

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