Teresina segunda-feira, 22 junho, 2026

Delegado detalha agressões que levaram à morte do empresário piauiense Erlan Oliveira em bar de Petrolina

Foto: Reprodução / Instagram

A Polícia Civil de Pernambuco segue investigando o caso da morte do empresário piauiense Erlan Oliveira, de 27 anos, brutalmente agredido na madrugada da última sexta-feira (20) em Petrolina (PE). O delegado Gabriel Sapucaia, responsável pela Delegacia de Homicídios do município, detalhou nesta quarta-feira (25) os desdobramentos da apuração, que já levaram à prisão de três suspeitos.

Segundo o delegado, as investigações apontam que o conflito começou antes mesmo de Erlan chegar ao bar, com um desentendimento envolvendo um motorista de aplicativo. “O Erlan havia chegado nas proximidades desse bar por volta das 4h, 4h30 da manhã e, antes de ingressar nesse estabelecimento, houve um princípio de confusão. Ele havia se metido em uma briga com um motorista de aplicativo que estava chegando nas proximidades. Ele teria pego o carro de aplicativo no local da festa de São João para esse bar e, durante esse trajeto, ele teve esse princípio de confusão em que houveram agressões recíprocas”, explicou.

Já no local do crime, imagens e testemunhas relataram que o empresário correu em direção a um grupo que ouvia som automotivo em dois carros estacionados. Ao fechar o porta-malas de um dos veículos e se sentar no banco do motorista, foi atacado violentamente. “Ele saiu em direção a esse bar e tudo isso está documentado em inquérito, tem imagens. Nós estamos apurando ainda todos os detalhes, mas essas duas informações são importantes. Ele vem correndo em direção a essas pessoas que estavam ouvindo um som automotivo, eram dois carros estacionados, um estava com o porta-malas aberto, com o som, e nesse exato momento ele chega, fecha o porta-malas do carro que estava tocando o som e entra no banco do motorista como se fosse partir com o veículo. E, nesse exato momento, algum dos imputados já se aproxima do veículo e começa as agressões”, acrescentou.

O ataque envolveu ao menos seis pessoas, incluindo duas mulheres. “Um deles já aplica uma gravata no Erlan ainda quando ele estava dentro do veículo, momento em que os outros começam a se aproximar e efetuar também as agressões. Um dá um murro, outro dá diversos socos, uma quarta pessoa que a gente está tentando identificar efetua socos contra o Erlan. E, nesse momento, as mulheres, as duas imputadas, estão no entorno da confusão e, pelas provas testemunhais, elas também desferiram golpes em desfavor de Erlan. No momento em que, tomando murros dessas pessoas, ele acaba caindo ao chão, essas pessoas continuam desferindo golpes. Então apuramos tudo isso tanto pelas imagens como por essas provas testemunhais que corroboram toda essa dinâmica do crime”, ressaltou o delegado.

Três dos envolvidos foram presos temporariamente na última segunda-feira (23). Outros dois seguem foragidos e um sexto suspeito está em processo de identificação. “São cinco imputados representados, mas a gente tem pelo menos a participação de seis pessoas. Tem uma pessoa que está sendo identificada ainda pela polícia. Essa semana ainda nós vamos finalizar essa identificação. Pretendemos representar pela prisão desse sexto elemento. As duas pessoas que se encontram atualmente foragidas ainda não entraram em contato, e a intenção da polícia é que, nos próximos dias, a gente consiga efetuar essas duas prisões”, disse Sapucaia.

No interrogatório, um dos presos negou ter agredido Erlan, enquanto os outros dois optaram por permanecer em silêncio. “A gente tem duas oportunidades: temos o momento das investigações, em que foram coletadas as imagens e as provas testemunhais que ali estavam, e nós temos a segunda fase, que é após as prisões — o momento oportuno do interrogatório dos imputados. Então, deixar bem claro: nós apuramos imagens e testemunhas, as quais informaram que as três pessoas presas neste momento atuaram no momento das agressões em desfavor do Erlan. Em que pese, em seus interrogatórios, elas negaram tal atividade, tal conduta. Uma delas diz que estava no presente local, mas que não teria agredido o Erlan, e as outras duas preferiram se reservar o direito de permanecer em silêncio”, concluiu o delegado.

O caso causou grande comoção. Erlan Oliveira era primo de Fernando Oliveira Lima, o “Fernandin OIG”, fundador da One Internet Group, que lamentou nas redes sociais: “Te amo eternamente. Meu guerreiro, meu companheiro, irmão, filho. Nenhuma palavra pode explicar minha dor. Só tenho a clamar por justiça, meu Deus!”.

A polícia segue empenhada em concluir a identificação dos suspeitos restantes e garantir a responsabilização de todos os envolvidos no crime.

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