
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) passou a ser procurada internacionalmente após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretar sua prisão preventiva nesta quarta-feira (4). A decisão, que atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), inclui medidas severas contra a parlamentar e levou à inclusão do nome dela na lista vermelha da Interpol — usada para localizar e prender foragidos no exterior.
Indícios de fuga e risco à investigação
Segundo Moraes, há elementos que indicam tentativa de fuga por parte da deputada, o que justificaria a prisão. “A jurisprudência do STF é clara ao autorizar a prisão quando fica evidente a intenção de escapar da aplicação da lei penal”, escreveu o ministro na decisão.
Medidas determinadas por Moraes
Além do mandado de prisão preventiva, o ministro do STF impôs uma série de medidas restritivas, incluindo:
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Bloqueio de passaportes, inclusive o diplomático;
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Congelamento de contas bancárias, ativos financeiros, PIX, salários e recebíveis da parlamentar;
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Bloqueio de veículos, aeronaves e embarcações em nome de Zambelli;
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Suspensão imediata dos perfis em redes sociais, como Instagram, X (ex-Twitter), TikTok, Facebook, LinkedIn e Gettr;
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Multa diária de R$ 50 mil caso publique conteúdos considerados criminosos;
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Notificação à Câmara dos Deputados para suspensão de salários e verbas parlamentares.
Alerta internacional
Com a decisão, a Polícia Federal foi autorizada a acionar a Interpol, que poderá prender Zambelli caso ela seja localizada fora do Brasil. A chamada “lista vermelha” da Interpol é um alerta global utilizado por autoridades internacionais para capturar indivíduos considerados foragidos.
A Câmara dos Deputados foi oficialmente comunicada, por meio de ofício enviado ao presidente em exercício da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), a respeito das medidas determinadas pelo Supremo.



