Teresina quinta-feira, 8 outubro, 2026

Adolescente envenena bolo e provoca morte de colega por ciúmes em Itapecerica da Serra (SP)

A Polícia Civil de São Paulo investiga um caso trágico ocorrido em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, onde uma adolescente de 17 anos, Ana Luíza das Neves, morreu após consumir um bolo de pote envenenado, entregue em sua casa como um aparente presente. A responsável pelo envenenamento, outra adolescente, confessou à polícia ter cometido o ato por ciúmes, alegando que queria que a colega “sofresse”, mas não pretendia causar sua morte.

O crime ocorreu no último fim de semana. Ana Luíza recebeu o doce em sua residência no Parque Paraíso, acompanhado de um bilhete manuscrito com a mensagem: “Um mimo pra garota mais linda que eu já vi”. Após consumir o alimento, ela começou a apresentar sintomas graves, como vômitos e diarreia. Levada ao hospital pelo pai, foi medicada e liberada, mas horas depois teve uma piora repentina. Ela foi encontrada desmaiada no banheiro de casa e, ao retornar ao hospital, teve o óbito constatado.

Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a suspeita admitiu ter utilizado uma substância à base de trióxido de arsênico para contaminar o bolo. A polícia investiga a origem do produto químico.

As autoridades conseguiram identificar a responsável por meio da placa da moto do motoboy que fez a entrega. Câmeras de segurança na região foram analisadas e ajudaram a localizar a jovem, cuja aparência coincidiu com a descrição feita pelo entregador. Detida e levada à delegacia, a adolescente confessou o crime e foi encaminhada para a Fundação Casa, após autorização judicial.

Ainda segundo a investigação, esta não foi a primeira vez que a adolescente cometeu um ato semelhante: ela já havia tentado envenenar outra jovem anteriormente, também motivada por ciúmes de um namorado. Na ocasião, a vítima teve mal-estar, mas se recuperou.

Ana Luíza era aluna do terceiro ano do ensino médio da Escola Estadual João Baptista de Oliveira. Descrita por professores como uma jovem dócil, reservada e muito dedicada, ela foi homenageada nas redes sociais por colegas da turma “Terceirão G”.

A jovem foi sepultada nesta terça-feira (3) no Cemitério Municipal Recanto do Silêncio, em uma cerimônia marcada pela comoção de familiares, amigos e professores.

Posicionamento da confeitaria

O bolo foi comprado na loja física da confeitaria Menina Trufa, que se manifestou publicamente para negar qualquer envolvimento no caso. Em vídeo divulgado no Instagram, a proprietária Josieli Silva Costa Franca afirmou que o produto foi adulterado após sair da loja, e que a entrega foi feita por um motoboy sem vínculo com o estabelecimento.

“Quero deixar bem claro que aqui a Menina Trufa não tem nada a ver com isso, O produto saiu da loja e não se sabe por onde passou.”, declarou Josieli.

O marido da empresária, Felipe, ressaltou que a empresa possui cinco anos de atuação e lamentou profundamente o ocorrido. A loja também informou que entrou em contato reservado com a família da vítima e segue acompanhando o desenrolar do caso.

As investigações continuam e dependem da confirmação pericial da substância usada no envenenamento. A polícia também trabalha para esclarecer como a jovem teve acesso ao veneno e se há outras pessoas envolvidas.

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