
Com o fim do período chuvoso e a redução na geração hidrelétrica, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que a bandeira tarifária passará para o nível vermelho patamar 1 em junho. A mudança representa um acréscimo de R$ 4,463 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, impactando diretamente o bolso do consumidor.
A decisão reflete a escassez de chuvas registrada em diversas regiões do país, o que leva à diminuição da capacidade de produção nas hidrelétricas. Para manter o fornecimento de energia, será necessário ativar usinas termelétricas, cuja operação é mais cara.
Em maio, a Aneel já havia sinalizado essa tendência ao adotar a bandeira amarela. Agora, com o agravamento das condições climáticas e o baixo nível dos reservatórios, foi necessário avançar mais um patamar.
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Criado para indicar ao consumidor os custos reais da geração de energia elétrica, o sistema de bandeiras tarifárias serve também como instrumento de conscientização para o uso responsável da energia.
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Verde: sem custo extra; condições favoráveis de geração.
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Amarela: custo adicional moderado; início de escassez hídrica.
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Vermelha patamar 1: condições mais críticas; energia mais cara por uso de termelétricas.
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Vermelha patamar 2: cenário mais grave, com custos ainda maiores.
Desde dezembro de 2024, a bandeira vigente era a verde, graças às boas condições de geração. No entanto, a mudança climática e o aumento do consumo no período seco exigiram nova atualização.



