Teresina quinta-feira, 8 outubro, 2026

Câmara de Teresina instaura CPI para investigar rombo de R$ 3,6 bilhões na Prefeitura

A Câmara Municipal de Teresina instaurou nesta terça-feira (27) uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o suposto rombo de R$ 3,6 bilhões nas contas da Prefeitura da capital. A iniciativa foi articulada pela bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) e contou com a assinatura de 13 vereadores — três a mais do que o mínimo necessário.

Segundo o vereador Edilberto Borges, o Dudu (PT), a CPI está oficialmente instaurada e, nas próximas semanas, definirá o cronograma de trabalho e a composição dos cargos internos, como presidente, relator e membros titulares.

A motivação para a abertura da CPI são as declarações do prefeito Silvio Mendes (União Brasil), que vem alertando para um déficit bilionário herdado da gestão anterior. O valor inicialmente estimado em R$ 1 bilhão foi revisto pela equipe técnica para R$ 3,6 bilhões.

Dudu argumenta que os números divulgados pela Prefeitura são genéricos e precisam ser detalhados. Ele defende que a CPI investigue se há irregularidades na gestão das finanças públicas e que envolva órgãos como o Ministério Público Estadual e Federal, Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI), Tribunal de Contas da União (TCU), OAB e o Conselho Regional de Contabilidade (CRC).

“O que a CPI quer? Ajudar o prefeito Silvio Mendes. Com o poder político que a CPI tem, podemos inclusive chamar os órgãos de controle para investigar as questões federais e estaduais. Vamos mostrar para a sociedade o que realmente tem e onde está o rombo”, declarou Dudu.

O parlamentar também sugeriu medidas mais incisivas, como a interdição temporária da Secretaria Municipal de Finanças e Planejamento, para evitar remanejamentos orçamentários e novas contratações emergenciais até que os dados sejam apurados.

Do lado do Executivo, Silvio Mendes tem evitado acusar diretamente a gestão anterior de desvio, e afirmou que a responsabilidade de apuração cabe ao TCE, que já analisa mais de 3.500 processos enviados pela Prefeitura. “Não vou ser leviano de afirmar que houve desvio. É preciso verificar o que foi feito corretamente, o que não foi e o que ainda precisa ser pago”, disse o prefeito.

Com a CPI já instaurada, a expectativa é que os trabalhos investigativos comecem em breve e tragam mais clareza sobre a real situação financeira do município.

Informações do Portal O Dia

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